Os resultados de um projeto de pesquisa que estuda a melhora da qualidade de peixes de cultivo para o consumo humano foram apresentados durante o workshop internacional “Quality of cultured fish for human consumption”, realizado no campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Jaboticabal, entre os dias 8 e 9 de novembro de 2017. O projeto é desenvolvido entre pesquisadores brasileiros em parceria com dinamarqueses e conta com a apoio do corpo técnico do Instituto de Pesca (IP-Apta) e do Polo Regional da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) de Jaú, ambos ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Na oportunidade, os pesquisadores do IP Cacilda Thaís Janson Mercante e Clóvis Ferreira do Carmo, juntamente com o pesquisador da Apta Gian Marco David, apresentaram os resultados de seus estudos sobre a qualidade da água para a criação de tilápia em tanques-rede nos reservatórios da região do Médio e Baixo Tietê, com foco na saúde dos peixes. Já a pesquisadora do Centro do Pescado Continental do IP Fabiana Garcia Scallopi falou sobre o potencial zoonótico de bactérias patogênicas em tilápia-do-nilo no Estado de São Paulo.

As pesquisas foram realizadas no âmbito do projeto “IMPCON - Improved Quality of cultured fish for human consumption”, coordenado pelo professor Reinaldo José da Silva, do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu e que é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Innovation Fund Denmark. Também participam dos estudos pesquisadores da Universidade de Copenhagen.

 

Qualidade da água e saúde dos peixes

De acordo com a pesquisadora Cacilda Thaís Janson Mercante, as análises de variáveis realizadas tiveram o objetivo de caracterizar os fatores físicos, químicos e biológicos da água nos locais selecionados. “Os resultados evidenciaram a necessidade de cuidado com as baixas temperaturas da água ocorrida no mês de setembro, pois podem acarretar em estresse aos peixes. Outro ponto é que as concentrações mais elevadas de amônia podem ter um efeito tóxico sobre os peixes. E também há a necessidade de se monitorarem os níveis de oxigênio dissolvido na água para evitar possíveis mortandades de peixes”, explicou a pesquisadora.

Outra questão destacada pelo grupo de pesquisadores é a necessidade de boas práticas de manejo no processo produtivo, principalmente no que diz respeito ao controle da quantidade e qualidade da ração. De acordo com os especialistas, essas são práticas essenciais para minimizar a entrada de nutrientes na água das áreas aquícolas. Ao mesmo tempo, a melhor gestão da bacia hidrográfica com maior controle das descargas difusas ou pontuais de nutrientes advindos do seu entorno contribuiriam para a melhoria da água e, consequentemente, permitiria os usos múltiplos dos reservatórios sem prejuízos à atividade aquícola.

 

- Por Leonardo Chagas
- Revisão Márcia Cippóli

 

Mais informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento
Instituto de Pesca
(11) 3871-7549 / (11) 3871-7588
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.