Balanco2018

A cada real investido, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, gerou R$ 12,20 para a sociedade. O resultado foi obtido a partir da análise dos impactos econômicos, sociais e ambientais de 48 tecnologias desenvolvidas pelos seis Institutos e 14 Polos regionais de pesquisa ligados à APTA e adotadas pelo setor produtivo no biênio 2016/2017. As análises constam na terceira edição do Balanço Social da Agência, lançado nesta segunda-feira, 19 de março, durante o evento “Ato pela Agricultura – Alimento, Renda, Futuro!”, realizado no Palácio dos Bandeirantes, na Capital paulista. A versão eletrônica da obra pode ser acessada aqui.

O Balanço mostra que o orçamento da APTA no biênio 2016/2017 foi de R$ 596 milhões e o impacto das 48 tecnologias no período foi de R$ 10,9 bilhões, com retorno social superior a 18 vezes o investimento. “Esses dados mostram a importância do investimento nos Institutos de pesquisa do Estado de São Paulo. Pesquisa é investimento e traz retorno direto para a sociedade, com a geração de empregos, renda para o produtor e empresas e alimentos de qualidade para a população”, afirma Orlando Melo de Castro, coordenador da APTA.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, o lançamento do Balanço Social dá transparência e é uma forma de prestar contas do dinheiro investido pelo Governo do Estado, agências de fomento e empresas nas unidades de pesquisa da APTA. “Este Balanço apresenta à sociedade de forma clara a simples a inserção de nossas tecnologias no cotidiano e mostra de forma contundente nosso compromisso com a inovação, com a sustentabilidade, com a saudabilidade dos alimentos e com o setor produtivo, diretrizes do governador Geraldo Alckmin”, afirma.

Esta é a terceira edição do Balanço Social da APTA – uma publicação única entre as instituições de pesquisa do Estado de São Paulo. A primeira edição, lançada em 2014, avaliou as tecnologias desenvolvidas de 2010 a 2013 e trouxe a taxa de retorno de R$ 11,80, para cada R$ 1,00 investido. A segunda edição foi lançada em 2016, com análises do biênio 2014/2015, e constatou retorno de R$ 11,40 para a sociedade. “A terceira edição mostra um salto nessa taxa de retorno, que podemos atribuir principalmente ao aumento de produtividade, à expansão da área de produção e à maior agregação de valor geradas por nossas tecnologias”, afirma Adriana Renata Verdi, assistente-técnica de direção da APTA e pesquisadora do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), responsável pelas análises das tecnologias do Balanço.

Além das análises, a obra traz informações sobre mais de 50 ações realizadas pelos seis Institutos e 14 Polos regionais de pesquisa ligados à Agência junto a produtores rurais e agroindústrias.

Resultados

As análises mostram que a participação privada no orçamento da APTA tem crescido a cada ano, chegando à marca de 23,4% em 2017. “Em 2016, 20% do orçamento da Agência era composto por recurso privado, o que mostra a capacidade dos Institutos na captação de recursos e no desenvolvimento de projetos em conjunto com o setor produtivo. Nossa meta é chegar até o final de 2018 com 25% do orçamento composto por recursos oriundos de empresas”, diz Castro.

A explicação para o aumento da participação é atribuída por Castro ao estabelecimento dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) nos seis Institutos de pesquisa ligados à Agência, em 2016. Em pouco mais de um ano de atuação, a Rede NIT-APTA fez seis pedidos de patente em titularidade, cinco em co-titularidade, um pedido de software em titularidade e dois em co-titularidade junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). No período, uma patente foi licenciada e sete cultivares foram protegidas.

“O estabelecimento dos NIT e as legislações federal e estadual de incentivo à inovação tecnológica trouxeram mais vigor para os Institutos, que agora podem fazer a gestão da propriedade intelectual e trabalhar junto às empresas com regras claras e menos burocráticas. Com isso, os Institutos passam a ter participação nos royalties com o licenciamento das tecnologias e a equipe de pesquisadores também, o que incentiva o desenvolvimento de projetos inovadores. É uma relação em que ganha a empresa, as instituições, o pesquisador e a sociedade”, afirma o coordenador.

A APTA conta com 823 projetos de pesquisa em andamento, 591 pesquisadores, 1.035 servidores de apoio e 355 profissionais contratados via fundação de apoio à pesquisa. No biênio 2016/2017, a Agência contou ainda com 52 estagiários, 20 bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBIT/CNPq) e 206 bolsistas ligados ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq).

Na área de prestação de serviços, a APTA realizou 698 mil análises laboratoriais em 2016/2017. O total de 220 procedimentos laboratoriais da Agência são credenciados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ou acreditado na norma internacional ISO 17025. No período, o Instituto Biológico (IB-APTA) produziu 6,1 milhões de doses de imunobiológicos distribuídas em todo o País, para diagnóstico de brucelose e tuberculose em bovinos.

“Esses resultados são fruto do planejamento estabelecido pela gestão da APTA nos últimos anos, caracterizado pelos investimentos em modernização da infraestrutura e qualificação de laboratórios, além do credenciamento e acreditação de procedimentos”, explica Adriana.

No período, a APTA e suas unidades também atuaram para que o conhecimento gerado em seus laboratórios e campos experimentais fosse transferido para o setor produtivo. O Instituto Agronômico (IAC-APTA) disponibilizou 507 mil quilos de sementes básicas ao setor de produção e 120.110 borbulhas ao setor citrícola. O Instituto de Zootecnia (IZ-APTA) teve 27.367 doses de sêmen e embriões de seus animais comercializados por empresa parceira para pecuária. A APTA treinou no período 117.446 pessoas, realizou 32 mil visitas técnicas presenciais e 614.551 atendimentos de usuários por telefone, fax, e-mail ou Correios.

A população urbana também teve acesso ao conhecimento gerado pelos Institutos por meio da visitação de museus e espaços de divulgação científica que receberam 255.117 visitantes no período. Os cursos de Pós-Graduação do IAC, IB, Instituto de Pesca (IP-APTA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA) e IZ formaram 108 mestres. As PG-IAC e PG-IB formaram 48 doutores.

Ato pela Agricultura – Alimento, Renda, Futuro!

O evento Ato pela Agricultura – Alimento, Renda, Futuro!, organizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, reuniu lideranças do agronegócio, representantes de entidades, cooperativas e associações, empresas de máquinas e insumos agrícolas, produtores rurais, técnicos e pesquisadores para debater os desafios da agropecuária e fazer um balanço das ações em prol do setor nos últimos anos.