Coronavírus: ações em SP

Comunicado ao público

Saiba como escolher, armazenar e preparar adequadamente o seu pescado

Referência no Brasil, programa do IP monitora a produção pesqueira na costa de São Paulo

Boletim do Instituto de Pesca: pioneirismo nas áreas de Pesca, Aquicultura e Limnologia

Notícias

Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP contribui para o monitoramento dos recursos pesqueiros

monitoramento

Acompanhamento vem sendo feito há quase 80 anos para a pesca marinha; trabalho é fundamental para a manutenção dos recursos e da própria atividade pesqueira

A pesca é uma atividade essencial do ponto de vista produtivo para muitas pessoas, e está também ligada ao modo de vida tradicional de muitas comunidades no Estado de São Paulo, assim como em vários estados brasileiros. Por estar conectada a uma série de elementos inter-relacionados, como ambientais, sociais, tecnológicos e econômicos, pode-se considerar a pesca um sistema complexo, sujeito, portanto, a imprevisibilidades. Nesse cenário, entender a dinâmica dos recursos disponíveis para a atividade pesqueira, torna-se essencial para fomentar sua sustentabilidade futura.

“Recursos Pesqueiros são todos os organismos aquáticos (peixes, moluscos, crustáceos, entre outros) de interesse comercial, os quais possuem valor, geram empregos e alimento”, diz Paula Maria Gênova de Castro Campanha, pesquisadora do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Tais recursos, segundo a pesquisadora, possuem sua reprodução e seu crescimento controlados por fatores ambientais, e sua capacidade de renovação pode ser comprometida caso haja exploração excessiva, ou pelas incertezas provocadas pelas alterações ambientais climáticas e de natureza antrópica (causadas por ação humana).

De acordo com a especialista, para saber o quanto se deve retirar de pescado do ambiente aquático é muito importante que tenhamos uma base de dados atualizada e dinâmica da pesca, sendo necessário, para isso, conhecer o quanto se captura pela pesca de subsistência, comercial e recreacional. “Normalmente, em todo o mundo, este monitoramento é realizado através de informações fornecidas pelos próprios pescadores sistematicamente”, coloca Paula.

Segundo a pesquisadora, isso é feito, basicamente, de quatro formas: 1 - entrevistas diretas com os pescadores durante as descargas do produto da sua pescaria; 2 - registro pelos pontos de escoamento do pescado (vendas); 3 - autorregistro – o pescador anota as informações de sua pescaria e a cada semana, ou mês os dados são coletados; e 4 - na própria comunidade ou bairro onde reside o pescador/a família. Paula pondera que esse processo costuma ser mais difícil no que se refere à pesca continental (rios, reservatórios) do que na pesca marítima, devido à atividade ser mais pulverizada e, por vezes, de acesso mais remoto.

IP trabalha para garantir pescaria

A pesquisadora do IP conta que o Instituto vem se dedicando já há um bom tempo ao tema. “Desde a década de 1940 o Instituto de Pesca vem contribuindo com levantamento de

dados estatísticos da pesca marinha”, afirma Paula. Já o monitoramento pesqueiro continental

em SP é mais recente, segundo ela. “Temos levantamentos nos principais rios do Estado (Paraná, Grande e Paranapanema) de 1994 até 2009, disponíveis no site do IP, sob a coordenação do pesquisador Harry Vermulm Junior, bem como vários artigos científicos gerados sobre o tema”. Paula lembra que foi realizado no ano de 2000, sob sua coordenação, um censo da pesca para o rio Tietê, quando foram levantados pontos de desembarques e núcleos pesqueiros e iniciou-se o monitoramento pesqueiro nos seis reservatórios ao longo do médio e baixo Tietê. Tal levantamento, no entanto, encontra-se atualmente paralisado. “Para retornar esta importante atividade estamos buscando financiamento para garantir a sua continuidade”, informa a pesquisadora do IP.

Dada à importância social e cultural que a atividade pesqueira tem para inúmeras comunidades tradicionais e/ou locais, além de sua relevância econômica, a pesquisadora ressalta a importância de sempre serem gerados dados confiáveis sobre os recursos pesqueiros, e a participação efetiva do pescador é fundamental. “Sem informação continuada sobre as espécies capturadas, sua quantidade, o esforço de pesca empregado para tal (número de pescadores, de barcos, de redes de pesca, dia/mês etc.) não podemos avaliar a situação dos estoques pesqueiros e consequentemente realizar ou propor políticas públicas mais reais para a boa gestão”.

Paula acrescenta, ainda, o papel do monitoramento na preservação ambiental, protegendo as espécies aquáticas e propiciando que a atividade pesqueira possa continuar por muito tempo, sem exaurir os recursos que lhe são essenciais. “O extrativismo pesqueiro depende da produtividade biológica e da manutenção da diversidade das áreas alagadas. É, assim, um indicativo da saúde desses ecossistemas. O monitoramento da pesca pode ser um importante instrumento para a manutenção da biodiversidade aquática”, finaliza a pesquisadora do IP.

Pesquisa da Secretaria de Agricultura mostra condições de trabalho das pescadoras na baixada santista

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Projeto conduzido na Pós-Graduação do Instituto de Pesca acompanhou a rotina de descascadeiras de camarão sete-barbas

As mulheres pescadoras buscam equidade e valorização de seu trabalho, que é menos valorizado do que a atuação masculina. Esta é a constatação de pesquisa desenvolvida por aluna de Mestrado do curso de Pós-Graduação do Instituto de Pesca (IP-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O trabalho, apresentado em congresso internacional, mostrou as condições de trabalho de mulheres que atuam como descascadeiras de camarão sete-barbas na baixada santista. Em 29 de junho é comemorado o Dia do (a) Pescador (a).

O projeto “Mulheres na pesca: avaliação da pesca artesanal na Baixada Santista sobre perspectiva de gênero” é coordenado pela pesquisadora do Instituto de Pesca, Ingrid Cabral Machado, do Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho. Uma das pesquisas, realizadas pela mestranda Jéssica Garcia Rodrigues, mostra que o trabalho diário dos pescadores é árduo e necessário a toda sociedade, mas, há anos, mulheres que atuam como eles buscam o mesmo reconhecimento como profissionais da pesca, já que também contribuem para o abastecimento de pescado.

“Ainda que nos últimos anos venha ocorrendo um significativo posicionamento feminino diante à sociedade, para a conquista de equidade, a falta de valorização e respeito pelas pescadoras permanece entre os colegas de trabalho, o que também ocorre, às vezes, até por parte de seus companheiros e da família. Além disso, essas trabalhadoras estão à margem das políticas públicas para a categoria, o que as prejudica muito, já que muitas são responsáveis pela subsistência de suas famílias e educação dos filhos, além de, ainda, administrarem as tarefas diárias de suas casas”, afirma Jessica.

Relatório da FAO, publicado em maio de 2015, revela que aproximadamente metade do trabalho desenvolvido no ciclo de pesca é feito por mulheres. A tarefa de captura realizada na pesca e na aquicultura, e outras atividades consequentes, sustentam mais de 120 milhões de pessoas, sendo a maioria do setor artesanal. O relatório ainda aponta que, em 2014, das 100 maiores empresas de frutos do mar do mundo, apenas uma empresa era administrada por uma mulher como CEO: a japonesa Marusen Chiyoda Suisan.

Além da captura de espécies em mares, rios, lagos e açudes, a cadeia produtiva do pescado possui um processo com diversas atividades como o preparo e a manutenção do material para a captura, a limpeza e o beneficiamento de diferentes tipos de pescado, a comercialização e o atendimento a consumidores. Essas e outras atividades são realizadas principalmente por mulheres.

A mestranda conta que sua motivação para a pesquisa veio durante a graduação, quando desenvolveu seu trabalho de conclusão de curso com pescadores. Avaliando suas percepções ambientais percebeu que sempre atribuía seu olhar para a pesca diretamente aos homens, porque designava sua atenção à captura, já que é o conceito mais destacado nesta atividade. “Na etapa de construção da proposta de um projeto para o mestrado, surgiram discussões sobre as desigualdades de gênero no setor pesqueiro. Vendo a invisibilidade do trabalho feminino na pesca e todas as consequências disso na vida dessas trabalhadoras, minha orientadora e eu decidimos trabalhar com a parcela menos reconhecida da cadeia produtiva, as descascadeiras de camarão, e decidimos ‘botar a mão na massa’ para fazer algo a respeito”, diz.

De acordo com a estudante, o projeto acontece basicamente na inserção, observação e pesquisa de seus integrantes nas comunidades. Em uma delas, por exemplo, a inserção foi mais longa e trabalhosa, por se tratar de um ambiente que agrega trabalhadoras e trabalhadores de diversos lugares do entorno. Foi percebido que não há um consenso de união comunitária dentro das salgas, lugar onde acontece todos os processos de beneficiamento do pescado. “As mulheres dessa comunidade nos receberam com estranheza e medo no início, por se tratar de um trabalho informal, o qual elas temem perder”, revela a estudante.

Os projetos de monitoramento usualmente são voltados para o estoque pesqueiro ou a captura do pescado, consequentemente as mulheres não são envolvidas nesse setor. A maior parte das entrevistas realizadas foram feitas dentro das salgas durante o trabalho. Já em outra comunidade, por se tratar de um lugar onde os pesquisadores estão mais presentes, a inserção foi mais aceita e contou com o auxílio do representante da associação dos pescadores, que apresentou Jéssica aos donos e donas de algumas salgas, e as mulheres a receberam muito bem, compreendendo a necessidade do estudo.

“A realidade das descascadeiras dessa comunidade é muito diferente, a situação da maioria das entrevistadas é de extrema vulnerabilidade social. A renda pelo beneficiamento é relativamente menor do que na outra e pude observar que a rotina delas é mais complicada. Embora a comunidade apresente um enorme desamparo social, as pessoas ali demonstram uma identidade cultural muito forte com a atividade pesqueira. As pescadoras são unidas e se ajudam no enfrentamento dos desafios cotidianos de ser uma mulher da pesca, que busca uma identidade, além da equidade”, explica Jessica.

No acompanhamento da rotina de trabalho das descascadeiras, constatou-se que elas chegam muito cedo nas salgas e aguardam a entrega do camarão. Quando o trabalho começa, as “camaronetes” – como elas se denominam – juntam-se ao redor de uma mesa, onde o camarão é despejado, e começam o processo de beneficiamento desse pescado. O processo é longo, variando de 8h a 14h por dia, com elas trabalhando, normalmente, em pé. Muitas não atuam em uma única salga; como acontece na alta temporada, quando elas buscam oportunidades em outras salgas para garantir uma renda maior, já que recebem por quantidade de quilogramas produzido. Além desta rotina diária, a maioria delas ao chegar em casa ainda precisam realizar as atividades domésticas.

A raiz da falta de equidade vem de conceitos como a divisão sexual do trabalho, que relega às mulheres as tarefas que não são valorizadas pela sociedade - isso não acontece só na pesca, mas determina que elas tenham menor remuneração e menos acesso aos benefícios trabalhistas. Jéssica declara que “essas mulheres não contam com reconhecimento profissional, então ficam à margem das políticas públicas para a categoria, como seguro defeso, auxílio doença e aposentadoria, direitos garantidos aos pescadores. Existe, então, uma questão de gênero muito relevante na pesca em geral, incluindo a artesanal, que é a invisibilidade do trabalho das mulheres. Para terem seus direitos garantidos precisam estar, de alguma forma, associadas ao homem. Por exemplo, se uma mulher que trabalha na pesca for casada com um pescador e conseguir comprovar isso, ela pode vir a usufruir de algum direito, mas não pelo seu trabalho e sim por ser cônjuge de um pescador”.

Além da questão de gênero, o conceito de trabalho produtivo e trabalho reprodutivo é um fator que interfere no problema. O trabalho produtivo é aquele feito para gerar o sustento, o trabalho remunerado. O trabalho reprodutivo é o trabalho de cuidado, que é tido na sociedade como obrigação da mulher, geralmente não remunerado: cozinhar, lavar, cuidar dos doentes, criar e educar os filhos. As mulheres da pesca, geralmente, acumulam as obrigações de cuidar e de prover, como muitas outras trabalhadoras.

A contribuição do projeto ocorre, principalmente, por meio da divulgação de resultados da pesquisa, visando encontrar apoiadores que, consequentemente, possam mudar esta realidade. Recentemente Jéssica apresentou esses resultados na Oficina Participativa Estadual, do Projeto Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante na Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe - REBYC-LAC II, criado pela FAO, realizada no Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho, do Instituto de Pesca, e que teve como objetivo a elaboração da Proposta do Plano de Gestão da Pesca de camarões. “Ao introduzir a problemática do não envolvimento das mulheres pescadoras nas tomadas de decisões, no que diz respeito à gestão pesqueira, e divulgar a importância do trabalho delas, estamos contribuindo para que haja engajamento público pelo reconhecimento dessas profissionais”, diz a estudante.

A visibilidade e o reconhecimento merecidos e a igualdade de diretos das profissionais da pesca beneficiam não só a elas, mas ao mundo, uma vez que, de acordo com a Agenda 2030, seu segundo objetivo é acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. “É importante que a crescente população mundial, que conta com o abastecimento de uma importante fonte nutricional em sua alimentação, passe a enxergar essa realidade e se mobilizar para mudá-la”, afirma.

Secretaria de Agricultura e Abastecimento lança visitação virtual ao Museu de Pesca

imagem museu virtual

Visita online é uma réplica da estrutura física do espaço e contém parte do acervo real; Museu é uma das principais atrações turísticas de Santos

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo lança a visitação virtual do seu Museu de Pesca, um dos mais importantes pontos turísticos de Santos, no litoral. Fechado devido à pandemia do novo coronavírus, desde março de 2020, o espaço poderá agora ser explorado pelo público por meio deste link. Este é o primeiro produto do Projeto VVV – Venha Visitar Virtualmente, da Secretaria de Agricultura, que tem o objetivo de virtualizar a visita aos seus espaços culturais e educativos da Pasta.

O Museu de Pesca recebe público de mais de 50 mil pessoas, anualmente. Mantido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), o espaço tem a missão de divulgar as ações de pesquisa do IP e destacar a importância da preservação do meio ambiente e da vida aquática, promovendo a educação ambiental. No local são desenvolvidas atividades educativas não formais, com o intuito de promover a preservação ambiental, estimular a sustentabilidade pela correta utilização dos recursos naturais, marinhos e continentais, além de promover a aquicultura sustentável.

A versão virtual do Museu de Pesca é uma réplica da estrutura física do espaço, contendo em cada ambiente parte de seu acervo real. Na visita presencial, para o grande público, as principais atrações são um imponente esqueleto da baleia Balaenoptera physalus, com 23 metros de comprimento e sete toneladas, e os diversos exemplares de tubarões.

“O lançamento do Museu Virtual permitirá aos visitantes assíduos, principalmente crianças, aplacar a saudade enquanto o mesmo está fechado, e estimulará potenciais novos visitantes, uma vez que a visita virtual gera curiosidade sobre as atrações do Museu”, afirma Thaís Moron, pesquisadora do IP e diretora do Museu de Pesca.

A ideia da virtualização do espaço partiu de Cibele Silva, bióloga e integrante do Centro de Comunicação e Transferência do Conhecimento (CECOM) do Instituto, devido ao impedimento da visitação ao espaço físico neste momento de controle do contágio do novo coronavírus e para dar oportunidade a pessoas de fora da região e até mesmo do Estado de conhecer o acervo do Museu. O Projeto VVV é coordenado por Cibele e foi planejado e desenvolvido por Bruna da Silva, Gabriela Pereira e Raphaela Horti, estagiárias do Instituto de Pesca.

Gabriela Pereira foi a principal responsável pelo desenvolvimento da mídia para virtualização e interatividade entre equipamento e visitante. “Criar o mapa do museu em uma versão virtual, ainda mais interativo, foi um desafio para mim, pois não sou da área de informática. Porém, meus conhecimentos de design gráfico ajudaram na parte visual e, por ser estudante de Ciências Biológicas, meu entusiasmo em poder fazer parte de um projeto que comunica a importância da preservação do meio ambiente e dos seres aquáticos foi a grande motivação para aprender o que não sabia e conseguir fazer a entrega”, diz Pereira. 

O Projeto VVV deve lançar nas próximas semanas a visitação virtual do Planeta Inseto, exposição mantida pelo Instituto Biológico (IB-APTA).

 

Museu de Pesca

O acervo do Museu de Pesca é composto por exemplares de diversas espécies de peixes, crustáceos, aves e mamíferos marinhos taxidermizados ou suas ossadas, conchas de moluscos, areias, além de maquetes de embarcações, aparelhos e equipamentos utilizados na pesca e em pesquisa oceanográfica, obras artísticas dentre outros.

Sua Sede atual, construída no local de uma fortificação datada do século XVIII, abrigou inicialmente a Escola de Aprendizes-Marinheiros, e, a partir de 1933, o Instituto de Pesca Marítima, nome pelo qual passou a ser denominada (a partir de 1932) a Escola de Pesca do Estado de São Paulo, fundada em 1928, no Guarujá. “É um prédio histórico, de localização privilegiada e que oferece ao visitante a experiência de estar em uma construção antiga e apreciar uma belíssima paisagem por meio das janelas do piso superior”, afirma Thaís.

 

Endereço:
Avenida Bartolomeu de Gusmão, 192
Ponta da Praia - Santos (SP) - Brasil
CEP 11030-906
Contato: (13) 3261-5260
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento desenvolve vacinas para peixes

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Vacinação contra Streptococcus agalactiae em tilápia-do-nilo em pesquisa do Instituto de Pesca

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Centro de Pesquisa de Aquicultura do Instituto de Pesca (IP-APTA), desenvolve pesquisa sobre vacinas para peixes.

As doenças infecciosas são um grande desafio para a criação de peixes, e podem afetar diretamente a sustentabilidade do negócio, pois podem se espalhar rapidamente entre os animais, elevando muito as taxas de mortalidade, os custos da produção pela utilização de medicamentos, como os antibióticos, além de impactarem negativamente a produção, reduzindo o potencial zootécnico dos animais sobreviventes.

As pesquisas visam beneficiar principalmente a Aquicultura, criação de organismos aquáticos ou que em algum momento da vida possua fase aquática, que está em pleno crescimento em todo o mundo. No Brasil, a cadeia produtiva do pescado se beneficiou muito com o emprego de sistemas de criação intensiva e de alta estocagem de peixes, o que permitiu maior produtividade, tornando os empreendimentos economicamente viáveis. Por outro lado, esses sistemas podem causar aumento nos surtos de doenças infecciosas pelo maior contato entre os animais.          

O Diretor do Centro de Pesquisa de Aquicultura, pesquisador científico Leonardo Tachibana, explica que “o uso de antibióticos para o tratamento de doenças bacterianas na Aquicultura também traz uma série de preocupações em relação ao impacto dos resíduos no meio ambiente, e na segurança alimentar da população. A sua utilização também tem sido muito questionada devido à proliferação de bactérias resistentes, que podem representar um risco para a saúde de outras espécies animais, bem como a humana”.

Neste cenário, a utilização de vacinas na Aquicultura tem se tornado simplesmente a ferramenta mais importante para o controle de enfermidades bacterianas e virais. Um dos motivos para o sucesso da criação de salmão na Noruega, por exemplo, foi a utilização em larga escala de diversas vacinas. A indústria do salmão no Chile e na Noruega vivenciaram uma drástica redução no uso de antibióticos desde a introdução de vacinas.

Existem inúmeras infecções causadas por bactérias em organismos aquáticos, no entanto, atualmente, existe apenas uma vacina autorizada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) para uso em peixes, contra o Streptococcus agalactiae sorotipo 1b, principal agente causador de doença em mortalidade, sobretudo em sistemas de engorda. Desta forma, é notório que existe um vasto campo para o estudo e o desenvolvimento de novos produtos nesta área.

O Centro de Pesquisa de Aquicultura (IP-APTA) está desenvolvendo pesquisas científicas para o desenvolvimento de vacinas contra outras bactérias: Francisella noatunensis subsp. orientalis, Streptococcus agalactiae (tipo Ib e III) e Aeromonas hydrophila, assim como estudos para a produção de uma vacina polivalente.

Este mesmo Centro presta serviços de avaliação da eficácia de vacinas frente algumas bactérias patogênicas da tilápia-do-nilo. “Em 2019, iniciamos o desenvolvimento de uma vacina que consiste em deletar genes de patogenicidade da bactéria contra a bactéria F. noatunensis subsp. orientalis e, possivelmente, utilizar como uma vacina viva.  Um desafio bem ousado para aumentar as armas dos produtores contra esta doença de grande impacto na tilapicultura nacional”, informa Tachibana.

Agenda

Curso Básico de Criação de camarões de água doce

Data:   06 de novembro de 2020

Horário: 8h às 17h

Breve Resumo: O curso apresentará a carcinicultura de água doce de uma forma básica, a fim de proporcionar ao aluno a percepção de poder ou não se tornar um produtor de camarões.

Público-alvo: produtores, técnicos, alunos e demais interessados.

Coordenação: Dr. Helcio L A Marques – Pesquisador do Instituto de Pesca de SP

Número de Vagas: 25

Investimento: R$ 250,00

Informações sobre inscrições/pagamento: falar com Eduardo, telefone: (19) 3739-8085

Inscrições: clique aqui

Local:  Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento (UPD) de Pirassununga

Endereço: Av. Virgílio Baggio 85 – CEP: 13041-004 – Pirassununga – SP

Programação

8h - Inscrições e entrega de material

8h30 - Abertura: Apresentação dos PQcS e programação do curso; Introdução: Histórico do cultivo, valor econômico, produção no Brasil

9h - Aspectos biológicos

10h às 10h30 - Coffee break

10h30 - Seleção do local de cultivo

12h - Almoço livre

14h - Povoamento, manejo hídrico e alimentar

15h - Despesca e abate

15h30 - Coffee break

16h - Comercialização e estratégias de marketing

17h - Esclarecimento de dúvidas e encerramento

Incluído no curso

- Material de apoio – bloco, caneta

- Coffee break nos intervalos

- Certificado digital do Instituto de Pesca

Cursos Marcadores moleculares para melhoramento e conservação de organismos aquáticos

Data:   17 de agosto de 2020

Horário: 8h às 16h30

Breve Resumo: Apresentar uma metodologia simples de aplicar marcadores moleculares para avaliar uma população, seja para conservação ou no melhoramento de organismos aquáticos.

Público-alvo: profissionais, estudantes de Graduação e Pós-graduação.

Coordenação: Fernando Stopato da Fonseca – Pesquisador do Instituto de Pesca de SP

Número de Vagas: 40

Investimento: R$ 100,00 profissionais e R$ 50,00 estudantes

Informações sobre inscrições/pagamento: falar com Fernando Stopato pelo telefone: (17) 3232-1777.

Inscrições: clique aqui

Local: Auditório do Instituto de Pesca de São José do Rio Preto.

Endereço: Av. Abelardo Menezes S/N, CEP: 15092-607 - São José do Rio Preto - SP.

Programação

8h às 8h30 - Recepção e entrega do material

8h30 às 9h30 - Processo de Domesticação não Intencional

9h30 às 10h - Coffee Break

10h às 12h - Aspectos relacionados à implantação de programas de melhoramento genético ou conservação

12h às 13h - Intervalo almoço

13h às 14h - Fatores que atuam sobre o desempenho de peixes ou manutenção da espécie

14h às 15h - Metodologia de Utilização dos Marcadores

15h às 15h30 - Coffee Break

15h30 às 16h30 - Metodologia de Utilização dos Marcadores

Incluído no curso

- Material de apoio – bloco, caneta

- Coffee break nos intervalos

- Certificado digital do Instituto de Pesca

Minicurso de Férias: Conceitos de ambientes aquáticos de água doce para uso na Aquicultura

Data:   29 de julho de 2020

Horário: 8h30 às 17h30

Realização: Instituto de Pesca

Breve Resumo: Principais conceitos sobre ecologia aquática e suas inter-relações com os diferentes compartimentos do ecossistema. Aquicultura e boas práticas de manejo. Características físicas e químicas da água e suas relações com a produção de peixes e diferentes organismos aquáticos

Local: Auditório do Instituto de Pesca de São Paulo

Público-alvo: graduandos e graduados de diferentes áreas do conhecimento público em geral, técnicos ambientais e agropecuários.

Coordenação: Dra Cacilda Thais Janson Mercante – Pesquisadora do Instituto de Pesca de SP

Professores Convidados: Dr Clóvis Ferreira do Carmo; Dr João Alexandre Saviolo Osti

Número de Vagas: 30

Investimento: R$ 150 (profissionais), R$ 75,00 (estudantes)

Informações sobre inscrições/pagamento: falar com Cibele pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone: (11) 3871-7588

Inscrições: clique aqui

Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 455, Parque da Água Branca – São Paulo - SP

Programação

8h30 às 9h - Recepção e entrega do material

9h às 10h30 – O ecossistema aquático natural, ciclo hidrológico, a bacia hidrográfica

10h30 às 10h50 - Coffee Break

10h50 às 12h – O ecossistema aquático modificado (impactos ambientais), usos múltiplos da bacia hidrográfica.

12h às 13h - Intervalo almoço

13h às 14h30 – Introdução à aquicultura e as boas práticas de manejo

14h30 às 15h30 – Características físicas e químicas da água principais conceitos

15h30 às 16h - Coffee Break

16h às 17h30 - Características físicas e químicas da água e suas relações com a produção de peixes e diferentes organismos aquáticos

Incluído no curso

- Material de apoio – bloco, caneta

- Coffee-break nos intervalos

- Certificado digital do Instituto de Pesca

 

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 Todas as informações e orientações serão constantemente atualizadas e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação do Instituto de Pesca.

 

Eventos são suspensos por tempo indeterminado

Estão suspensos por tempo indeterminado cursos e eventos programados pelos Institutos e unidades de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A suspensão visa conter a disseminação do coronavírus. Os eventos serão remarcados e anunciados em momento oportuno.

 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento cria comitê para monitorar o Covid-19 e garantir a continuidade dos serviços essenciais

O Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo Gustavo Junqueira publicou nesta terça-feira, 17, uma resolução para os direcionamentos do trabalho da pasta durante a pandemia do Corona Vírus. Na última semana, a Organização Mundial de Saúde declarou a pandemia de COVID-19. Segundo a OMS, o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos podem aumentar nos próximos dias e os governos devem manter o foco na contenção da circulação do vírus.

Para manutenção dos serviços essenciais, em caráter emergencial e provisório, foi criado um Comitê de Gestão, que tem como objetivo analisar situações e fatos. O grupo deve propor e adotar medidas destinadas à segurança dos servidores, das atividades da pasta e, no que for cabível, relacionadas ao setor agrícola. A equipe trabalhará em conjunto enquanto perdurar a situação de pandemia.

Eventos e reuniões presenciais estão suspensas no âmbito da secretaria de Agricultura e Abastecimento por tempo indeterminado. Para eventos privados, está recomendado também o adiamento de feiras, leilões e rodeios. Deslocamentos e viagens devem ser submetidos à previa autorização e apenas em casos de extrema necessidade.

Fica instituído o home office (teletrabalho) para os servidores com mais de 60 anos e portadores de doenças crônicas. Pela resolução eles devem ficar disponíveis para atividades à distância durante o horário de trabalho. Para os demais colaboradores, estão liberadas as concessões de férias e licença prêmio, assegurando a permanência de um número mínimo de funcionários que garantam os serviços essenciais.

Para ingresso às instalações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento fica recomendada a prévia higienização das mãos. Aos departamentos responsáveis e empresas contratadas a orientação é que se reforce a limpeza em áreas comuns como banheiros, elevadores e corrimãos.

Já materiais pessoais como celular, canecas e copos não devem ser compartilhados. As pessoas devem dar preferência pelos descartáveis. Vale lembrar que a COVIS-19, doença causada pelo mais recente coronavírus descoberto, passa principalmente por meio de gotículas respiratórias.

 

O servidor da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP que tiver dúvidas sobre orientações pode entrar em contato pelo link:

https://www.agricultura.sp.gov.br/contato/fale-conosco/

 

Acesse o manual de prevenção do Coronavírus desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo

http://saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/?utm_source=site&utm_medium=banner&utm_campaign=coronavirus-acoes-sp&utm_content=Coronav%C3%ADrus%20-%20A%C3%A7%C3%B5es%20do%20Governo%20de%20SP

 

Governo de SP cria canal no Telegram para combater notícias falsas sobre coronavírus

Aplicativo é mais um meio de divulgação de informações oficiais para orientar a população sobre prevenção e cuidados contra a COVID-19. Participe do grupo oficial: https://t.me/spcoronavirus

 

Adoção de medidas adicionais, de caráter temporário e emergencial, de prevenção de contágio pela COVID-19 (Novo Coronavírus)

A Diretoria do Instituto de Pesca informa aos seus técnicos que o Governo de Estado e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento estão implantando diversas medidas para controlar a pandemia do Novo Coronavírus.  Torna-se importante neste momento que todos tomem ciência das ações e orientações constantes nos documentos a seguir:

- Decreto nº 64864, de 13/03/2020 - Dispõe sobre a adoção de medidas adicionais, de caráter temporário e emergencial, de prevenção de contágio pela COVID-19 - Novo Coronavírus, e dá providências correlatas;

- Resolução SAA 17, de 16/03/2020 - Institui o Comitê de Gestão para acompanhamento das ações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento referentes às medidas emergenciais relacionadas à prevenção de contágio do Novo Coronavírus e estabelece providências correlatas;

- Deliberação 1, de 17/3/2020 - do Comitê Administrativo Extraordinário COVID-19, de que trata o art. 3° do Decreto 64.864.

 

 Coronavírus em SP: confira lugares fechados e eventos cancelados

https://catracalivre.com.br/agenda/coronavirus-sp-lugares-fechados-eventos-cancelados/

 

Ministra da Agricultura descarta risco de faltar alimentos por causa do coronavírus

https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2020/03/ministra-da-agricultura-descarta-risco-de-faltar-alimentos-por-causa-do-coronavirus.html 

 

SP envia apoio aos Municípios para que mantenham em funcionamento as atividades relacionadas ao abastecimento de alimentos e insumos em todo Estado

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/sp-envia-apoio-aos-municipios-para-que-mantenham-em-funcionamento-as-atividades-relacionadas-ao-abastecimento-de-alimentos-e-insumos-em-todo-estado/

 

SP reconhece setor agro como essencial e envia apoio aos Municípios para que mantenham em funcionamento as atividades relacionadas ao abastecimentos

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/sp-reconhece-setor-agro-como-essencial-e-envia-apoio-aos-municipios-para-que-mantenham-em-funcionamento-as-atividades-relacionadas-ao-abastecimento/

 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento recomenda a manutenção de varejões, sacolões e feiras livres e publica manual de boas práticas 

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-recomenda-a-manutencao-de-varejoes-sacoloes-e-feiras-livres-e-publica-manual-de-boas-praticas/

 

Empresas do agro iniciam produção de álcool para ajudar São Paulo no combate à COVID-19

 
 
Secretaria de Agricultura toma medidas de prevenção e mantém desenvolvimento de pesquisas e prestação de serviços para o setor de produção
 
 

Secretaria de Agricultura oferece livros digitais gratuitos com atividades para fazer durante a quarentena

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Preenchimento e envio de Declarações de Conformidade à Atividade Agrícola e Aquícola podem ser feitos por via digital

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Governo de SP cria site com informações sobre as estradas para caminhoneiros

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Governo do Estado de São Paulo recebe 195 toneladas de alimentos doados para a população em situação de risco durante a pandemia de COVID-19

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Laboratório da Secretaria de Agricultura de São Paulo fará testes para a Covid-19

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Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo divulga boas práticas aos produtores para evitarem contaminação pela Covid-19

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Grupo Técnico de Monitoramento do Governo de São Paulo faz o primeiro diagnóstico dos impactos da COVID-19 na produção agropecuária

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Definidos como essenciais, serviços da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo continuam ativos com eficiência

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Secretaria de Agricultura e Abastecimento lança manual de boas práticas contra Covid-19 para a população rural

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Secretaria de Agricultura e Abastecimento disponibiliza manual com boas práticas aos consumidores contra a Covid-19

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Novo diagnóstico dos impactos da COVID-19 na produção agropecuária é lançado pelo Grupo Técnico de Monitoramento do Governo de SP

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Cidades paulistas adotam sistema de ‘Drive Thru’ em feiras livres

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/cidades-paulistas-adotam-sistema-de-drive-thru-em-feiras-livres/

 

Planejamento e coordenação são estratégias da Cooperiopreto para enfrentar a crise

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/planejamento-e-coordenacao-sao-estrategias-da-cooperiopreto-para-enfrentar-a-crise/

 

Ativo, Grupo Técnico de Monitoramento do Abastecimento em SP lança novo relatório sobre impactos da COVID-19 na produção agropecuária

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/ativo-grupo-tecnico-de-monitoramento-do-abastecimento-em-sp-lanca-novo-relatorio-sobre-impactos-da-covid-19-na-producao-agropecuaria/

 

Nota Técnica elaborada pela Secretaria é resultado de uma sondagem sobre a Covid-19 feita com produtos rurais paulistas 

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Mongaguá implanta Rede Solidária para fortalecer produção e economia local

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Ação solidária de cooperativas do Vale do Ribeira destina toneladas de alimentos a Banco de Alimentos da cidade de São Paulo

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Associação de agricultores agroecológicos obtém renda e consegue escoar parte da produção com entrega de cestas adquiridas pela Prefeitura

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Produtor rural: Nota Fiscal eletrônica garante acesso a mais mercados, porém é preciso fazer as contas antes de decidir

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Em Arealva, ação conjunta permite escoamento da produção de hortaliças, verduras e produtos com valor agregado

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Recurso de R$ 1 milhão da Fundação Banco do Brasil beneficia produtores rurais e 5 mil famílias em Mogi das Cruzes

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Queda de faturamento não tem se acentuado no setor de Food Service, segundo Grupo Técnico de Monitoramento do Abastecimento em SP

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Produtores artesanais buscam alternativas para garantir o faturamento durante a pandemia

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500 dias de Governo: Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP foca em gestão moderna com estratégias assertivas

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Consumidor pode relatar falta de produtos e preços abusivos nos estabelecimentos por meio de site criado pela Secretaria

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Relatório de monitoramento do Abastecimento no Estado de São Paulo mostra crescimento na exportação de produtos do agronegócio

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Secretaria de Agricultura e Abastecimento divulga pesquisa com os impactos econômicos e sociais da COVID-19 na área rural

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Governo, academia e iniciativa privada iniciam trabalho integrado para inovar o agro paulista

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IP Na Mídia

Secretaria de SP contribui para o monitoramento dos recursos pesqueiros

Acompanhamento vem sendo feito há quase 80 anos para a pesca marinha

A pesca é uma atividade essencial do ponto de vista produtivo para muitas pessoas, e está também ligada ao modo de vida tradicional de muitas comunidades no Estado de São Paulo, assim como em vários estados brasileiros. Por estar conectada a uma série de elementos inter-relacionados, como ambientais, sociais, tecnológicos e econômicos, pode-se considerar a pesca um sistema complexo, sujeito, portanto, a imprevisibilidades. Nesse cenário, entender a dinâmica dos recursos disponíveis para a atividade pesqueira, torna-se essencial para fomentar sua sustentabilidade futura.

 

“Recursos Pesqueiros são todos os organismos aquáticos (peixes, moluscos, crustáceos, entre outros) de interesse comercial, os quais possuem valor, geram empregos e alimento”, diz Paula Maria Gênova de Castro Campanha, pesquisadora do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Tais recursos, segundo a pesquisadora, possuem sua reprodução e seu crescimento controlados por fatores ambientais, e sua capacidade de renovação pode ser comprometida caso haja exploração excessiva, ou pelas incertezas provocadas pelas alterações ambientais climáticas e de natureza antrópica (causadas por ação humana).

De acordo com a especialista, para saber o quanto se deve retirar de pescado do ambiente aquático é muito importante que tenhamos uma base de dados atualizada e dinâmica da pesca, sendo necessário, para isso, conhecer o quanto se captura pela pesca de subsistência, comercial e recreacional. “Normalmente, em todo o mundo, este monitoramento é realizado através de informações fornecidas pelos próprios pescadores sistematicamente”, coloca Paula.

 

Segundo a pesquisadora, isso é feito, basicamente, de quatro formas: 1 - entrevistas diretas com os pescadores durante as descargas do produto da sua pescaria; 2 - registro pelos pontos de escoamento do pescado (vendas); 3 - autorregistro – o pescador anota as informações de sua pescaria e a cada semana, ou mês os dados são coletados; e 4 - na própria comunidade ou bairro onde reside o pescador/a família. Paula pondera que esse processo costuma ser mais difícil no que se refere à pesca continental (rios, reservatórios) do que na pesca marítima, devido à atividade ser mais pulverizada e, por vezes, de acesso mais remoto.

IP trabalha para garantir pescaria

A pesquisadora do IP conta que o Instituto vem se dedicando já há um bom tempo ao tema. “Desde a década de 1940 o Instituto de Pesca vem contribuindo com levantamento de dados estatísticos da pesca marinha”, afirma Paula. Já o monitoramento pesqueiro continental

 

em SP é mais recente, segundo ela. “Temos levantamentos nos principais rios do Estado (Paraná, Grande e Paranapanema) de 1994 até 2009, disponíveis no site do IP, sob a coordenação do pesquisador Harry Vermulm Junior, bem como vários artigos científicos gerados sobre o tema”. Paula lembra que foi realizado no ano de 2000, sob sua coordenação, um censo da pesca para o rio Tietê, quando foram levantados pontos de desembarques e núcleos pesqueiros e iniciou-se o monitoramento pesqueiro nos seis reservatórios ao longo do médio e baixo Tietê. Tal levantamento, no entanto, encontra-se atualmente paralisado. “Para retornar esta importante atividade estamos buscando financiamento para garantir a sua continuidade”, informa a pesquisadora do IP.

Dada à importância social e cultural que a atividade pesqueira tem para inúmeras comunidades tradicionais e/ou locais, além de sua relevância econômica, a pesquisadora ressalta a importância de sempre serem gerados dados confiáveis sobre os recursos pesqueiros, e a participação efetiva do pescador é fundamental. “Sem informação continuada sobre as espécies capturadas, sua quantidade, o esforço de pesca empregado para tal (número de pescadores, de barcos, de redes de pesca, dia/mês etc.) não podemos avaliar a situação dos estoques pesqueiros e consequentemente realizar ou propor políticas públicas mais reais para a boa gestão”.

 

Paula acrescenta, ainda, o papel do monitoramento na preservação ambiental, protegendo as espécies aquáticas e propiciando que a atividade pesqueira possa continuar por muito tempo, sem exaurir os recursos que lhe são essenciais. “O extrativismo pesqueiro depende da produtividade biológica e da manutenção da diversidade das áreas alagadas. É, assim, um indicativo da saúde desses ecossistemas. O monitoramento da pesca pode ser um importante instrumento para a manutenção da biodiversidade aquática”, finaliza a pesquisadora do IP.

 

Fonte: Agrolink, 30/Junho/2020 (https://www.agrolink.com.br/noticias/secretaria-de-sp-contribui-para-o-monitoramento-dos-recursos-pesqueiros_436019.html)

Pesquisa da Secretaria de Agricultura mostra condições de trabalho das pescadoras na baixada santista

As mulheres pescadoras buscam equidade e valorização de seu trabalho, que é menos valorizado do que a atuação masculina. Esta é a constatação de pesquisa desenvolvida por aluna de Mestrado do curso de Pós-Graduação do Instituto de Pesca (IP-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O trabalho, apresentado em congresso internacional, mostrou as condições de trabalho de mulheres que atuam como descascadeiras de camarão sete-barbas na baixada santista. Em 29 de junho é comemorado o Dia do (a) Pescador (a).

O projeto “Mulheres na pesca: avaliação da pesca artesanal na Baixada Santista sobre perspectiva de gênero” é coordenado pela pesquisadora do Instituto de Pesca, Ingrid Cabral Machado, do Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho. Uma das pesquisas, realizadas pela mestranda Jéssica Garcia Rodrigues mostra que o trabalho diário dos pescadores é árduo e necessário a toda sociedade, mas, há anos, mulheres que atuam como eles buscam o mesmo reconhecimento como profissionais da pesca, já que também contribuem para o abastecimento de pescado.

“Ainda que nos últimos anos venha ocorrendo um significativo posicionamento feminino diante à sociedade, para a conquista de equidade, a falta de valorização e respeito pelas pescadoras permanece entre os colegas de trabalho, o que também ocorre, às vezes, até por parte de seus companheiros e da família. Além disso, essas trabalhadoras estão à margem das políticas públicas para a categoria, o que as prejudica muito, já que muitas são responsáveis pela subsistência de suas famílias e educação dos filhos, além de, ainda, administrarem as tarefas diárias de suas casas”, afirma Jessica.

Relatório da FAO, publicado em maio de 2015, revela que aproximadamente metade do trabalho desenvolvido no ciclo de pesca é feito por mulheres. A tarefa de captura realizada na pesca e na aquicultura, e outras atividades consequentes, sustentam mais de 120 milhões de pessoas, sendo a maioria do setor artesanal. O relatório ainda aponta que, em 2014, das 100 maiores empresas de frutos do mar do mundo, apenas uma empresa era administrada por uma mulher como CEO: a japonesa Marusen Chiyoda Suisan.

Além da captura de espécies em mares, rios, lagos e açudes, a cadeia produtiva do pescado possui um processo com diversas atividades como o preparo e a manutenção do material para a captura, a limpeza e o beneficiamento de diferentes tipos de pescado, a comercialização e o atendimento a consumidores. Essas e outras atividades são realizadas principalmente por mulheres.

A mestranda conta que sua motivação para a pesquisa veio durante a graduação, quando desenvolveu seu trabalho de conclusão de curso com pescadores. Avaliando suas percepções ambientais percebeu que sempre atribuía seu olhar para a pesca diretamente aos homens, porque designava sua atenção à captura, já que é o conceito mais destacado nesta atividade. “Na etapa de construção da proposta de um projeto para o mestrado, surgiram discussões sobre as desigualdades de gênero no setor pesqueiro. Vendo a invisibilidade do trabalho feminino na pesca e todas as consequências disso na vida dessas trabalhadoras, minha orientadora e eu decidimos trabalhar com a parcela menos reconhecida da cadeia produtiva, as descascadeiras de camarão, e decidimos ‘botar a mão na massa’ para fazer algo a respeito”, diz.

De acordo com a estudante, o projeto acontece basicamente na inserção, observação e pesquisa de seus integrantes nas comunidades. Em uma delas, por exemplo, a inserção foi mais longa e trabalhosa, por se tratar de um ambiente que agrega trabalhadoras e trabalhadores de diversos lugares do entorno. Foi percebido que não há um consenso de união comunitária dentro das salgas, lugar onde acontece todos os processos de beneficiamento do pescado. “As mulheres dessa comunidade nos receberam com estranheza e medo no início, por se tratar de um trabalho informal, o qual elas temem perder”, revela a estudante.

Os projetos de monitoramento usualmente são voltados para o estoque pesqueiro ou a captura do pescado, consequentemente as mulheres não são envolvidas nesse setor. A maior parte das entrevistas realizadas foram feitas dentro das salgas durante o trabalho. Já em outra comunidade, por se tratar de um lugar onde os pesquisadores estão mais presentes, a inserção foi mais aceita e contou com o auxílio do representante da associação dos pescadores, que apresentou Jéssica aos donos e donas de algumas salgas, e as mulheres a receberam muito bem, compreendendo a necessidade do estudo.

“A realidade das descascadeiras dessa comunidade é muito diferente, a situação da maioria das entrevistadas é de extrema vulnerabilidade social. A renda pelo beneficiamento é relativamente menor do que na outra e pude observar que a rotina delas é mais complicada. Embora a comunidade apresente um enorme desamparo social, as pessoas ali demonstram uma identidade cultural muito forte com a atividade pesqueira. As pescadoras são unidas e se ajudam no enfrentamento dos desafios cotidianos de ser uma mulher da pesca, que busca uma identidade, além da equidade”, explica Jessica.

No acompanhamento da rotina de trabalho das descascadeiras, constatou-se que elas chegam muito cedo nas salgas e aguardam a entrega do camarão. Quando o trabalho começa, as “camaronetes” – como elas se denominam – juntam-se ao redor de uma mesa, onde o camarão é despejado, e começam o processo de beneficiamento desse pescado. O processo é longo, variando de 8h a 14h por dia, com elas trabalhando, normalmente, em pé. Muitas não atuam em uma única salga; como acontece na alta temporada, quando elas buscam oportunidades em outras salgas para garantir uma renda maior, já que recebem por quantidade de quilogramas produzido. Além desta rotina diária, a maioria delas ao chegar em casa ainda precisam realizar as atividades domésticas.

A raiz da falta de equidade vem de conceitos como a divisão sexual do trabalho, que relega às mulheres as tarefas que não são valorizadas pela sociedade – isso não acontece só na pesca, mas determina que elas tenham menor remuneração e menos acesso aos benefícios trabalhistas. Jéssica declara que “essas mulheres não contam com reconhecimento profissional, então ficam à margem das políticas públicas para a categoria, como seguro defeso, auxílio doença e aposentadoria, direitos garantidos aos pescadores. Existe, então, uma questão de gênero muito relevante na pesca em geral, incluindo a artesanal, que é a invisibilidade do trabalho das mulheres. Para terem seus direitos garantidos precisam estar, de alguma forma, associadas ao homem. Por exemplo, se uma mulher que trabalha na pesca for casada com um pescador e conseguir comprovar isso, ela pode vir a usufruir de algum direito, mas não pelo seu trabalho e sim por ser cônjuge de um pescador”.

Além da questão de gênero, o conceito de trabalho produtivo e trabalho reprodutivo é um fator que interfere no problema. O trabalho produtivo é aquele feito para gerar o sustento, o trabalho remunerado. O trabalho reprodutivo é o trabalho de cuidado, que é tido na sociedade como obrigação da mulher, geralmente não remunerado: cozinhar, lavar, cuidar dos doentes, criar e educar os filhos. As mulheres da pesca, geralmente, acumulam as obrigações de cuidar e de prover, como muitas outras trabalhadoras.

A contribuição do projeto ocorre, principalmente, por meio da divulgação de resultados da pesquisa, visando encontrar apoiadores que, consequentemente, possam mudar esta realidade. Recentemente Jéssica apresentou esses resultados na Oficina Participativa Estadual, do Projeto Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante na Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe – REBYC-LAC II, criado pela FAO, realizada no Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho, do Instituto de Pesca, e que teve como objetivo a elaboração da Proposta do Plano de Gestão da Pesca de camarões. “Ao introduzir a problemática do não envolvimento das mulheres pescadoras nas tomadas de decisões, no que diz respeito à gestão pesqueira, e divulgar a importância do trabalho delas, estamos contribuindo para que haja engajamento público pelo reconhecimento dessas profissionais”, diz a estudante.

A visibilidade e o reconhecimento merecidos e a igualdade de diretos das profissionais da pesca beneficiam não só a elas, mas ao mundo, uma vez que, de acordo com a Agenda 2030, seu segundo objetivo é acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. “É importante que a crescente população mundial, que conta com o abastecimento de uma importante fonte nutricional em sua alimentação, passe a enxergar essa realidade e se mobilizar para mudá-la”, afirma.

 

Fonte: Consepa, 29/Junho/2020 (https://consepa.org.br/pesquisa-da-secretaria-de-agricultura-mostra-condicoes-de-trabalho-das-pescadoras-na-baixada-santista/)

IP-APTA estuda vacina para bactéria F. noatunensis subsp. orientalis

Centro ainda desenvolve pesquisas científicas para o desenvolvimento de vacinas contra outras bactérias

O Centro de Pesquisa de Aquicultura do Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, informou que prossegue com o desenvolvimento de uma vacina capaz de deletar genes de patogenicidade da bactéria F. noatunensis subsp. orientalis. “Um desafio bem ousado para aumentar as armas dos produtores contra esta doença de grande impacto na tilapicultura nacional”, opinou o Diretor do Centro de Pesquisa de Aquicultura, pesquisador científico Leonardo Tachibana. 

O Centro de Pesquisa de Aquicultura desenvolve ainda pesquisas científicas para o desenvolvimento de vacinas contra outras bactérias: Francisella noatunensis subsp. orientalis, Streptococcus agalactiae (tipo Ib e III) e Aeromonas hydrophila, assim como estudos para a produção de uma vacina polivalente. O uso das vacinas no cultivo de peixes tem se tornado uma ferramenta importante para o controle de enfermidades bacterianas e virais.

O diretor explica que “o uso de antibióticos para o tratamento de doenças bacterianas na Aquicultura também traz uma série de preocupações em relação ao impacto dos resíduos no meio ambiente, e na segurança alimentar da população.

A sua utilização também tem sido muito questionada devido à proliferação de bactérias resistentes, que podem representar um risco para a saúde de outras espécies animais, bem como a humana”.

 

Fonte: Colpani - Grupo Águas Claras, 22/Junho/2020 (https://www.grupoaguasclaras.com.br/ip-apta-estuda-vacina-para-bacteria-f-noatunensis-subsp-orientalis)

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