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Notícias

No Dia Internacional dos Museus, público poderá assistir lives com visitação ao vivo ao Planeta Inseto e Museu de Pesca

museu portal

Ação será realizada no YouTube da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP, em 18 de maio, às 11h e às 15h

Na segurança e no conforto de casa, o público poderá matar a saudade do Planeta Inseto, único zoológico de insetos do Brasil, e do Museu de Pesca, uma das principais atrações turísticas da cidade de Santos. Os dois espaços de divulgação da ciência, mantidos pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizarão lives em 18 de maio com visitação ao vivo em diversas de suas atrações. A atividade faz parte da programação da Semana Nacional de Museus, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).  

A visita virtual ao vivo ao Planeta Inseto ocorrerá às 11h, no YouTube da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Às 15h, no mesmo canal, será transmitida a visita virtual ao Museu de Pesca. O objetivo é levar conhecimento, de forma divertida ao público, já que os espaços estão fechados desde o ano passado devido à pandemia de Covid-19. Em 18 de maio é comemorado o Dia Internacional dos Museus.

 

Planeta Inseto

O Planeta Inseto é uma exposição permanente do Instituto Biológico (IB-APTA), realizada de forma presencial na Capital paulista. No local, os visitantes podem ter acesso a informações sobre formigas, abelhas, bicho-da-seda, bicho-pau, baratas e besouros. Além disso, podem conhecer os insetos de importância médica, saber o que é controle biológico e ver como funciona um laboratório entomológico.

Na exposição é possível ainda aprender as características que diferenciam um inseto de outros animais, como o corpo dividido em três partes [cabeça, tórax e abdômen], um par de antenas e três pares de pernas. De forma lúdica e interativa, o público do Planeta Inseto recebe informações sobre o quanto os insetos estão presentes no cotidiano e sua importância para o ambiente, a produção de alimentos e a saúde humana. Estima-se que existam mais de um milhão de espécies de insetos conhecidos e que haja mais milhões a serem identificadas.

A mostra tem como público-alvo crianças e adolescentes de três a 16 anos, mas recebe visitantes de todas as idades. O público pode conhecer no local quatro espécies de abelhas sem ferrão e baratas praticando corrida, lagartas tecendo fios de seda, formigas trabalhando em sistema organizado e o bicho-pau, que se assemelha a gravetos.

Sediado no Museu do Instituto Biológico, o Planeta Inseto conta com autorização de manejo e exposição de insetos emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Desde a inauguração, em 2010, o Planeta Inseto já recebeu mais de 400 mil visitantes no museu físico e itinerante. 

O público pode ter acesso a uma versão virtual clicando aqui.

 

Museu de Pesca

Mantido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), o Museu de Pesca tem a missão de divulgar as ações de pesquisa do Instituto e destacar a importância da preservação do meio ambiente e da vida aquática, promovendo a educação ambiental.

No local, são desenvolvidas atividades educativas não formais, com o intuito de promover a preservação ambiental, estimular a sustentabilidade pela correta utilização dos recursos naturais, marinhos e continentais, além de promover a aquicultura sustentável.

Na visita presencial, para o grande público, as principais atrações são um imponente esqueleto da baleia Balaenoptera physalus, com 23 metros de comprimento e sete toneladas, e os diversos exemplares de tubarões. O espaço é considerado uma das principais atrações turísticas de Santos, recebendo cerca de 50 mil pessoas anualmente.

O público pode acessar a exposição virtual do Museu clicando aqui.

Semana Nacional de Museus

A Semana Nacional de Museus é uma temporada cultural coordenada pelo Ibram que ocorre todos os anos em comemoração do Dia Internacional de Museus. O objetivo da ação é promover, divulgar e valorizar os museus brasileiros, aumentar o público visitante desses espaços e intensificar a relação dos museus com a sociedade.

 

SERVIÇO

Lives – Visita virtual ao Planeta Inseto e Museu de Pesca

Data: 18/05/2021

Horário: 11h – Planeta Inseto

15h – Museu de Pesca

Canal: https://www.youtube.com/agriculturasp

 

Informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
(11) 5067-0069

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Aceitação do pescado certificado é tema de pesquisa de mercado desenvolvida pelo Instituto de Pesca em Votuporanga

Pescado certificado Fabiana Garcia

Piscicultura mais sustentável é base para certificação, de acordo com pesquisadora 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, avaliou o perfil do consumidor de pescado na cidade de Votuporanga, no noroeste paulista. Os resultados mostraram que há abertura para produtos certificados na região.

Fruto do projeto de Iniciação Científica de Marcelo Carlos de Oliveira, estudante do Centro Universitário de Votuporanga (Unifev), o trabalho “Pesquisa de mercado sobre tilápia do Nilo com potencial de certificação” procurou entender melhor o que leva os consumidores da cidade a dar preferência ou não ao pescado na hora de fazer compras em supermercado, além de avaliar sua percepção sobre produtos certificados. “A pesquisa iniciou presencialmente em cinco supermercados da cidade, tendo sido continuada, após o início da pandemia, por aplicativo de celular”, conta a pesquisadora do IP Fabiana Garcia, orientadora do trabalho. No total, foram 158 entrevistados.

De acordo com os dados obtidos, o pescado ainda é superado pela carne bovina e de frango na escolha dos consumidores votuporanguenses; o principal motivo apontado é o preço. “A maioria dos entrevistados, 84%, disse que poderia dar preferência ao pescado, caso fosse mais barato que as demais carnes”, pontua Fabiana. Dentre os que compram pescado regularmente, o aspecto visual do produto também foi citado como preponderante na hora da escolha.

Chamou a atenção o fato de que 62% dos entrevistados dizem saber identificar a origem dos peixes, se de aquicultura ou pesca (extrativismo). Segundo Fabiana, isso está relacionado a fatores culturais próprios da região. “A cidade é próxima da região dos Grandes Lagos, do Rio Paraná e Rio Grande, onde a população ainda tem bastante o hábito de pescar e consumir o próprio peixe, por isso tem maior conhecimento sobre as espécies”, afirma.

Apesar de ainda não ser considerado um fator prioritário, a pesquisadora acredita que a preocupação com a sustentabilidade do modo de produção tem ganhado relevância na escolha de qual pescado levar para casa - assim como já ocorre com outros segmentos. Nesse cenário, surge o conceito de certificação do pescado, enquanto um selo de garantia de produção sustentável, que começa a receber a atenção de públicos mais exigentes. “Aqui no Brasil, é um mercado ainda bem incipiente, mas mundo afora a certificação já tem bastante espaço, principalmente relacionada à origem do pescado (se ele vem de pesca ou aquicultura), e, no caso da aquicultura, como é feito o cultivo, quais insumos utiliza etc”, informa a pesquisadora do IP. “É um selo de rastreabilidade que traz dentro dele a questão da sustentabilidade”, agrega.

Na pesquisa de mercado, mais de 60% dos entrevistados disseram reconhecer produtos certificados quando em contato com eles e afirmaram estar dispostos a pagar até 10% a mais por um pescado do tipo -- uma parcela minoritária se dispôs a desembolsar até 30% a mais. “A maior parte dos entrevistados demonstrou conhecer o termo ‘certificação’, relacionando-o à produção sustentável”, aponta Fabiana.

Como lembra a especialista, no Brasil ainda há baixíssima oferta de produtos à base de pescado com efetivo certificado de orgânico, muito embora existam marcas que já ostentem selos como “produto livre de antibióticos” ou certificados internacionais relativos às Boas Práticas de Manejo na aquicultura, por exemplo.

“Conforme observamos, existe um nicho para o pescado certificado, enquanto um produto diferenciado, de maior valor agregado. Nossos resultados estão à disposição e podem auxiliar os produtores a identificar qual o perfil desse consumidor”, enfatiza. A intenção, realça, é que os produtores da região (considerada um polo piscicultor) possam usar essas informações para investir na produção de peixe pensando especificamente nesse segmento.

Pesquisas do Instituto comparam sistemas produtivos quanto à sustentabilidade

Existem diversos sistemas de produção aquícola utilizados pelos produtores rurais. Ainda que fatores como produtividade e lucratividade sejam relevantes, o quesito sustentabilidade vem recebendo atenção e pode ser chave para alcançar novos mercados consumidores.

“Em nossa linha de pesquisa, estamos desenvolvendo alguns sistemas de produção sustentáveis e utilizando uma ferramenta para avaliar essa sustentabilidade, chamada síntese emergética”, elucida Fabiana. De acordo com a especialista, um dos objetivos (que está sendo desenvolvido em projeto de doutorado também orientando por ela) é fazer com que essa análise de sustentabilidade se torne efetivamente uma ferramenta de certificação. “Há vários protocolos de certificação no mundo inteiro, e estamos querendo desenvolver um protocolo nosso, usando uma ferramenta que já empregamos para avaliar a sustentabilidade”, anima-se. Segundo diz, a metodologia é conhecida internacionalmente, mas usualmente aplicada a outras cadeias produtivas. “Nosso grupo tem se especializado em aplicá-la na cadeia do pescado”, completa Fabiana, lembrando que diversas instituições são parceiras no desenvolvimento dos projetos, como Unifev, Unesp, Embrapa, Unip e Universidade de Wageningen (WUR), na Holanda.

A pesquisadora do IP já participou da publicação de artigos científicos sobre sistemas de produção avaliados sob essa perspectiva. Agora, a intenção é juntar a esse conhecimento os dados a serem obtidos com o projeto de doutorado e transformar tudo em uma certificação. Conforme explica, seriam escolhidos alguns dos indicadores que fazem parte da ferramenta para, a partir deles, se propor um novo protocolo. “A ideia seria criar um tipo de selo de certificação, semelhante ao utilizado em alimentos orgânicos. Esse selo diferenciaria os produtos e poderia inclusive classificá-los em graus de sustentabilidade”, conclui Fabiana.

Informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
(11) 5067-0069

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Embrapa e Instituto de Pesca firmam acordo para implantar a rede de pesquisa e monitoramento ambiental da aquicultura da região Sudeste

embrapa

 

A Embrapa Meio Ambiente e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca, assinaram acordo para a criação da “Rede de Pesquisa e Monitoramento Ambiental da Aquicultura nos Reservatórios da Região Sudeste”. A Rede regional é parte integrante da Rede Nacional de Pesquisa e Monitoramento Ambiental da Aquicultura em Águas da União, instituída pela Secretaria-Geral da Presidência da República em 14 de agosto de 2018, por meio da Portaria nº 153.

O período de vigência é de dois anos e visa aperfeiçoar o uso de tempo e recursos no desenvolvimento de pesquisas científicas e de monitoramento ambiental dos reservatórios regionais utilizados para aquicultura, melhorar a integração dos governos locais, instituições de pesquisa e representações sociais da região Sudeste.

O acordo também pretende subsidiar com informações técnicas o desenvolvimento e ampliação de políticas públicas voltadas à aquicultura, além de criar um fluxo de comunicação mais robusto com a Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP), no sentido de integrar e atualizar os dados de produção de pescado dos principais reservatórios regionais da União.

O Sudeste possui uma vocação natural no cultivo de tilápia e é uma das grandes regiões produtoras do pescado, só atrás da Região Sul. Contudo, um dos principais entraves da atividade está na dificuldade de regularização e licenciamento dos empreendimentos.

A pesquisadora Mariana Silveira Guerra, responsável técnica da Embrapa Meio Ambiente no acordo, explica que no estado de São Paulo, especificamente, a questão impeditiva principal para o aumento da produção de tilápia em tanques-rede é o limite de outorgas.

Conforme a pesquisadora, as normas vigentes orientam que cada reservatório da União possui uma determinada capacidade de suporte específica de áreas a serem destinadas à aquicultura, incluindo os parques aquícolas e áreas não onerosas. Por utilizar recursos naturais e ser considerada atividade potencialmente poluidora, a piscicultura está sujeita a obrigatoriedade do licenciamento ambiental, com normas e critérios estabelecidos pelo Conama.

“Existem ainda poucos dados científicos acerca do real impacto da atividade nesses reservatórios. Nesse sentido, o acordo visa, além de obter de dados ambientais robustos sobre a atividade nessas águas, também discutir a revisão da legislação, a respeito dos parâmetros de qualidade de água, com o intuito de tentar simplificar os requerimentos exigidos pela legislação para aprovação de licenciamentos de empreendimentos aquícolas em reservatórios, como alguma das ações previstas”.

Já a pesquisadora do Instituto de Pesca Daercy Maria Resende Ayrosa, ressalta que a proposta de criação do acordo da Rede de Pesquisa e Monitoramento Ambiental da Aquicultura oportuniza a possibilidade de ir além de oferecer aos órgãos ambientais, informações sobre monitoramento e possíveis impactos da atividade aquícola nos reservatórios do Sudeste. Conforme explicou, a Rede propõe a constituição de arranjos institucionais locais, visando à integração das pesquisas cientificas e uma robusta formatação de base de dados colaborativa.

Ainda conforme ela, a atual realidade brasileira exige cada vez mais a otimização de recursos financeiros e humanos, bem como a aproximação da pesquisa ao setor produtivo. “Dessa maneira, um esforço conjunto, interinstitucional, resulta em informações mais realistas e robustas, fornecendo aos órgãos reguladores base técnica-científica para a adequação de normativas e exigências legais relativas aos processos de regularização, que é a cessão de uso e licenciamento ambiental”.

Monitoramento

Mariana explica que o acordo para estabelecer a Rede Monitoramento Sudeste possui ligação ao PC de Manejo e Gestão Ambiental do projeto componente do BRS Aqua, considerado o maior projeto de pesquisa da atividade aquícola já realizado no Brasil, e que é financiado pelo BNDES. Segundo ela, uma série de ações estão planejadas e que visam levantar um diagnóstico atualizado dos piscicultores da região em relação à produção, e situação de ocupação das áreas de piscicultura, apontando problemas e recomendações técnicas, estabelecer inventário das alterações das condicionantes dos órgãos reguladores nas licenças ambientais e, por fim, sistematizar um banco de dados com as informações coletadas.

Como explicou a pesquisadora, ainda no ano de 2021, estão previstas ações no reservatório de Chavantes para a coleta de dados físico-químicos e biológicos da água e do sedimento, em complementação de atualização às campanhas realizadas de 2018 a 2020. Mariana explica que Chavantes também conta com a plataforma automatizada de coleta de dados em alta frequência (SIMA), o que, segundo ela, “permitirá monitorar, em tempo real, os parâmetros físico-químicos de qualidade da água, além dos meteorológicos, informações importantes para o manejo da aquicultura”. 

 

Marcos Vicente (MTB 19.027 MG)
Embrapa Meio Ambiente

Contatos para a imprensa

Telefone: 19 98396 7764

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Foto: Tilápia em produção de tanque-rede, por Jefferson Christofoletti

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/61078311/embrapa-e-instituto-da-pesca-firmam-acordo-para-implantar-a-rede-de-pesquisa-e-monitoramento-ambiental-da-aquicultura-da-regiao-sudeste

 

Informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
(11) 5067-0069

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Instituto de Pesca estuda Sistemas de Recirculação de Água, considerados a forma mais ecológica de produzir peixes em nível comercial

Modelo vertical de rack com os três SRA no mesmo módulo Eduardo Medeiros 2

Adoção do sistema traz maior produtividade e rendimentos para o aquicultor, mas requer investimento e planejamento

Pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, buscam aperfeiçoar e expandir o uso de Sistemas de Recirculação de Água (SRA) na aquicultura. Passíveis de serem usados no cultivo de diversos tipos de organismos, os SRA causam menos impactos ambientais e ocupam menos espaço que outros meios de produção de organismos aquáticos.

“A aquicultura em SRA é essencialmente uma tecnologia de cultivo de organismos aquáticos por meio do reaproveitamento (ou recondicionamento) da água da produção”, diz Eduardo Ferraz, pesquisador do IP. “Geralmente estes animais são produzidos em maior densidade que os sistemas convencionais de criação”, agrega. Apesar de ainda estar ganhando espaço no Brasil, o pesquisador do Instituto afirma que a tecnologia vem se desenvolvendo expressivamente em vários países, “seja pela necessidade decorrente da falta de água disponível, seja pelo avanço de projetos e equipamentos”.

De acordo com Ferraz, neste tipo de sistema é necessário que a água seja continuamente tratada para remoção dos resíduos e micro-organismos e, também, deve haver um aporte constante de oxigênio para a manutenção dos animais. Isso é feito a partir do emprego de filtros mecânicos, químicos e biológicos, e o método pode, a princípio, ser usado para qualquer espécie cultivada na aquicultura (peixes, camarões, moluscos etc.) e em propriedades de quaisquer tamanhos. “O reaproveitamento da água de cultivo está cada vez mais presente na aquicultura”, afirma o especialista. “Os SRA estão sendo implantados em unidades de produção que variam de grandes plantas que geram muitas toneladas de peixes por ano para consumo, a pequenos sistemas sofisticados, usados na produção de alevinos, reprodução de peixes para repovoamento ou espécies ameaçadas, no cultivo de organismos ornamentais ou de animais de biotério para uso em laboratórios de pesquisa”, complementa.

Modelo vertical de bancada SRA Eduardo Medeiros 2

Menos água e mais controle

Desde que implementados de maneira planejada, os SRA tendem a trazer muitas vantagens para a atividade aquícola e para o ambiente. De acordo com o pesquisador do IP, de fato a vantagem mais evidente é a economia de água devido à reutilização constante. “A quantidade limitada de água usada na recirculação é obviamente benéfica para o ambiente, pois o recurso se tornou escasso em muitas regiões. Além disso, torna-se muito mais fácil e barata a remoção dos nutrientes excretados pelos peixes, já que o volume de água descartado nos cursos d’água é muito menor do que aquele descarregado em uma piscicultura tradicional”, assegura Ferraz.

As vantagens, no entanto, não param aí. “Estes sistemas conservam o calor da água, devido a sua reutilização, o que leva a uma economia da energia necessária para a manutenção da temperatura”, ressalta o especialista. Além disso, ele lembra que os SRA ocupam muito menos espaço da propriedade - cerca de 1% da área que seria ocupada por um sistema convencional -, o que reduz o trabalho do produtor e possibilita a destinação de espaço para outras finalidades. “Os efluentes produzidos podem ser usados como fertilizante em terras agrícolas ou em estufas, ou ainda como base para produção de biogás”, lembra o pesquisador do IP.

Quanto à produção aquícola em si, o pesquisador garante que é possível ter um controle muito maior do processo usando um SRA, o que traz benefícios que se refletem em maior produtividade e melhor qualidade do produto final. “Há uma melhoria no controle das enfermidades que afetam os organismos, visto que no processo é possível a passagem de toda água do sistema por lâmpadas de ultravioleta ou sistemas de ozonização da água, que reduzem a valores muito baixos a quantidade de organismos patogênicos presentes na água do cultivo”, detalha Ferraz. Em função do maior controle sobre o processo, o pesquisador acrescenta que há um melhor desenvolvimento dos organismos, refletindo em maior produção por metro quadrado de instalação. “Adicionalmente, estes sistemas podem ser montados próximo aos mercados consumidores”, completa.

Apesar de todos os benefícios, Ferraz pondera que alguns fatores devem ser levados em conta antes de se instalar um sistema do tipo ou realizar uma transição para ele. “Os SRA exigem mais investimento que a maioria dos sistemas tradicionais: uma unidade de cultivo requer equipamentos de suporte, como geradores e sistemas inteligentes de gestão, que vão incidir nos custos de produção”, coloca o pesquisador do IP. Segundo defende, é preciso ter uma produção de pescado suficiente para que seja possível arcar com estes custos operacionais e manter a competitividade do negócio. Outro ponto a se levar em consideração é a necessidade de pessoal capacitado para gerenciamento da planta de produção.

“A aquicultura em SRA é particularmente mais dependente de um manejo correto e de ações precisas quando comparada a diversas outras formas de produção agrícola”, ressalta o especialista. Para ele, os erros na concepção do projeto e em seu manejo, uma vez implementado, são quase sempre a razão que leva à falta de sucesso da iniciativa. “O projeto do empreendimento, a correta aquisição de equipamentos e a construção da planta de SRA devem ter acompanhamento de profissionais da área com conhecimento profundo de todas as etapas envolvidas para seu correto funcionamento”, assevera. 

Modelo vertical de Rack SRA com aquários de 60 Litros Eduardo Medeiros

Pesquisas do IP vão da escala laboratorial à grande produção

 Além do uso voltado para produção de pescado para alimentação humana, a tecnologia de SRA tem bastante aplicabilidade também em escalas menores, podendo ser empregada para além do contexto do campo. Dentre as pesquisas com o tema desenvolvidas por Ferraz no IP, está o uso de sistemas de recirculação de menor tamanho para manutenção de espécies aquáticas utilizadas em experimentação científica. “Algumas espécies de peixes constituem importantes alternativas para o uso de mamíferos em experimentação animal”, menciona o especialista. Segundo ele, espécies como zebrafish (Danio rerio) ou lebiste (Poecilia reticulata), são atualmente bastante utilizadas em testes de ecotoxicologia ou mesmo de medicamentos veterinários, o que gera a necessidade de se criar os animais no próprio laboratório. “Estamos desenvolvendo um modelo vertical de recirculação voltado para essa finalidade, que seja mais barato e possa ser reproduzido por outros pesquisadores e laboratórios”, elucida Ferraz. Por serem estruturas de menor tamanho e que exigem menos investimento quando comparadas à piscicultura de corte, os sistemas verticais estudados encontram espaço também no universo da aquariofilia e na produção de peixes-ornamentais. “Tanto lojas, pet shops e expositores podem utilizar o sistema na manutenção de seus aquários, quanto os criadores comerciais das espécies ornamentais”, afirma.

De acordo com o especialista, o Instituto tem procurado, por meio de diversas pesquisas, combinar a tecnologia de SRA a outras, visando ao aumento da produtividade e renda do produtor e ao uso racional de recursos naturais. “Existem algumas propostas interessantes, como o uso da tecnologia SRA aliado à produção agrícola, os chamados sistemas de Aquaponia, que permitem a produção de vegetais a partir dos nutrientes oriundos da criação de peixes”, exemplifica Ferraz. Outra alternativa são os Sistemas de Bioflocos, onde há zero renovação de água, e que pode ser usado para espécies como camarão e tilápias. Outro sistema interessante que se baseia em reaproveitamento de água é o Sistema Multitrófico, no qual diferentes espécies de organismos aquáticos são criadas em compartimentos separados, mas que possuem interligações entre si para que haja benefícios comuns para todos organismos cultivados”, finaliza o pesquisador do IP.

Imagens: Pesquisador Eduardo Medeiros

Informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
(11) 5067-0069

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Agenda

Ideathon: Desafio da inovação do pescado

Data: 

11/05 - Início das inscrições para o Ideathon Desafio da Inovação do Pescado: Clique aqui  

25/05 - Workshop com especialistas para apresentar os temas do Desafio da Inovação do Pescado: Clique aqui

08/06 - Ideathon: Técnicas e ferramentas de design sprint e canvas que contribuirão com propostas e ideias inovadoras que atendam os desafios propostos: Clique aqui

 

Informações sobre o evento: Clique aqui

SOBRE O DESAFIO
O Ideathon Virtual - Desafio da Inovação do Pescado visa incentivar empreendedores a desenvolverem negócios de forma inovadora, com técnicas de ideação, modelagem de negócios e oficinas de pitch, focada no desenvolvimento de soluções para os sete desafios definidos da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura.

 

QUAIS SÃO OS 7 DESAFIOS?

  1. Novas tecnologias de congelamento;
  2. Embalagens sustentáveis para o pescado;
  3. Rastreabilidade: integração da cadeia;
  4. Prevenção e redução de desperdícios;
  5. Aumento do aproveitamento da matéria-prima - geração de subprodutos;
  6. Modernização da indústria de ração;
  7. Novos modelos de varejo: humanização da relação entre consumidor e atendente

 

Dia Mundial do Meio Ambiente: conhecer para preservar

Data: 02/06/2021

Coordenador: Cacilda Thais Janson Mercante

Resumo: Em Comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente o qual ocorre anualmente no dia 5 de junho será proferida a palestra "Dia Mundial do Meio Ambiente: conhecer para preservar" mostrando a importância de preservação e conservação da natureza para garantir a biodiversidade da vida aquática.

Público alvo: público em geral

Local: YouTube da SAA, link: https://www.youtube.com/agriculturasp 

Programação:
14h - 14h20 Palestra: Dia Mundial do Meio Ambiente: conhecer para preservar
14h20 - 14h30: Chat aberto para dúvidas em geral. 

Semana Nacional de Museus - Planeta Inseto e Museu de Pesca

Data: 18 de maio

Horário: 11h - Planeta Inseto

               15h - Museu de Pesca

Realização: Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Breve Resumo: Na segurança e no conforto de casa, você poderá matar a saudade do Planeta Inseto, único zoológico de insetos do Brasil, e do Museu de Pesca, uma das principais atrações turísticas da cidade de Santos.  

Os dois espaços de divulgação da ciência, mantidos pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizarão lives em 18 de maio com visitação ao vivo em diversas de suas atrações.  

A atividade faz parte da programação da Semana Nacional de Museus, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).   

Confira a programação e participe! 

https://youtu.be/A1yMkVT6RYU - Planeta Inseto 

https://youtu.be/uIJLm2MiRxU - Museu de Pesca

IP Na Mídia

No Dia Internacional dos Museus, público poderá assistir lives com visitação ao vivo ao Planeta Inseto e Museu de Pesca

Ação será realizada no YouTube da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP, em 18 de maio, às 11h e às 15h
Na segurança e no conforto de casa, o público poderá matar a saudade do Planeta Inseto, único zoológico de insetos do Brasil, e do Museu de Pesca, uma das principais atrações turísticas da cidade de Santos. Os dois espaços de divulgação da ciência, mantidos pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizarão lives em 18 de maio com visitação ao vivo em diversas de suas atrações. A atividade faz parte da programação da Semana Nacional de Museus, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
A visita virtual ao vivo ao Planeta Inseto ocorrerá às 11h, no YouTube da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Às 15h, no mesmo canal, será transmitida a visita virtual ao Museu de Pesca. O objetivo é levar conhecimento, de forma divertida ao público, já que os espaços estão fechados desde o ano passado devido à pandemia de Covid-19. Em 18 de maio é comemorado o Dia Internacional dos Museus.

Planeta Inseto

O Planeta Inseto é uma exposição permanente do Instituto Biológico (IB-APTA), realizada de forma presencial na Capital paulista. No local, os visitantes podem ter acesso a informações sobre formigas, abelhas, bicho-da-seda, bicho-pau, baratas e besouros. Além disso, podem conhecer os insetos de importância médica, saber o que é controle biológico e ver como funciona um laboratório entomológico.

Na exposição é possível ainda aprender as características que diferenciam um inseto de outros animais, como o corpo dividido em três partes [cabeça, tórax e abdômen], um par de antenas e três pares de pernas. De forma lúdica e interativa, o público do Planeta Inseto recebe informações sobre o quanto os insetos estão presentes no cotidiano e sua importância para o ambiente, a produção de alimentos e a saúde humana. Estima-se que existam mais de um milhão de espécies de insetos conhecidos e que haja mais milhões a serem identificadas.

A mostra tem como público-alvo crianças e adolescentes de três a 16 anos, mas recebe visitantes de todas as idades. O público pode conhecer no local quatro espécies de abelhas sem ferrão e baratas praticando corrida, lagartas tecendo fios de seda, formigas trabalhando em sistema organizado e o bicho-pau, que se assemelha a gravetos.

Sediado no Museu do Instituto Biológico, o Planeta Inseto conta com autorização de manejo e exposição de insetos emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Desde a inauguração, em 2010, o Planeta Inseto já recebeu mais de 400 mil visitantes no museu físico e itinerante. O público pode ter acesso a uma versão virtual clicando aqui.

Museu de Pesca

Mantido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), o Museu de Pesca tem a missão de divulgar as ações de pesquisa do Instituto e destacar a importância da preservação do meio ambiente e da vida aquática, promovendo a educação ambiental.

No local, são desenvolvidas atividades educativas não formais, com o intuito de promover a preservação ambiental, estimular a sustentabilidade pela correta utilização dos recursos naturais, marinhos e continentais, além de promover a aquicultura sustentável.

Na visita presencial, para o grande público, as principais atrações são um imponente esqueleto da baleia Balaenoptera physalus, com 23 metros de comprimento e sete toneladas, e os diversos exemplares de tubarões. O espaço é considerado uma das principais atrações turísticas de Santos, recebendo cerca de 50 mil pessoas anualmente. O público pode acessar a exposição virtual do Museu clicando aqui.

Semana Nacional de Museus

A Semana Nacional de Museus é uma temporada cultural coordenada pelo Ibram que ocorre todos os anos em comemoração do Dia Internacional de Museus. O objetivo da ação é promover, divulgar e valorizar os museus brasileiros, aumentar o público visitante desses espaços e intensificar a relação dos museus com a sociedade.

SERVIÇO
Lives – Visita virtual ao Planeta Inseto e Museu de Pesca
Data: 18/05/2021
Horário: 11h – Planeta Inseto
15h – Museu de Pesca
Canal: http://www.youtube.com/agriculturasp

 

Fonte: Dica de Teatro, 14 maio 2021 (https://dicadeteatro.com.br/no-dia-internacional-dos-museus-publico-podera-assistir-lives-com-visitacao-ao-vivo-ao-planeta-inseto-e-museu-de-pesca/)

SP: coronavírus – aceitação do pescado certificado é tema de pesquisa de mercado desenvolvida pelo Instituto de Pesca em Votuporanga, diz SAA

Votuporanga/SP
Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, avaliou o perfil do consumidor de pescado na cidade de Votuporanga, no noroeste paulista. Os resultados mostraram que há abertura para produtos certificados na região.

Fruto do projeto de Iniciação Científica de Marcelo Carlos de Oliveira, estudante do Centro Universitário de Votuporanga (Unifev), o trabalho “Pesquisa de mercado sobre tilápia do Nilo com potencial de certificação” procurou entender melhor o que leva os consumidores da cidade a dar preferência ou não ao pescado na hora de fazer compras em supermercado, além de avaliar sua percepção sobre produtos certificados. “A pesquisa iniciou presencialmente em cinco supermercados da cidade, tendo sido continuada, após o início da pandemia, por aplicativo de celular”, conta a pesquisadora do IP Fabiana Garcia, orientadora do trabalho. No total, foram 158 entrevistados.

De acordo com os dados obtidos, o pescado ainda é superado pela carne bovina e de frango na escolha dos consumidores votuporanguenses; o principal motivo apontado é o preço. “A maioria dos entrevistados, 84%, disse que poderia dar preferência ao pescado, caso fosse mais barato que as demais carnes”, pontua Fabiana. Dentre os que compram pescado regularmente, o aspecto visual do produto também foi citado como preponderante na hora da escolha.

Chamou a atenção o fato de que 62% dos entrevistados dizem saber identificar a origem dos peixes, se de aquicultura ou pesca (extrativismo). Segundo Fabiana, isso está relacionado a fatores culturais próprios da região. “A cidade é próxima da região dos Grandes Lagos, do Rio Paraná e Rio Grande, onde a população ainda tem bastante o hábito de pescar e consumir o próprio peixe, por isso tem maior conhecimento sobre as espécies”, afirma.

Apesar de ainda não ser considerado um fator prioritário, a pesquisadora acredita que a preocupação com a sustentabilidade do modo de produção tem ganhado relevância na escolha de qual pescado levar para casa - assim como já ocorre com outros segmentos. Nesse cenário, surge o conceito de certificação do pescado, enquanto um selo de garantia de produção sustentável, que começa a receber a atenção de públicos mais exigentes. “Aqui no Brasil, é um mercado ainda bem incipiente, mas mundo afora a certificação já tem bastante espaço, principalmente relacionada à origem do pescado (se ele vem de pesca ou aquicultura), e, no caso da aquicultura, como é feito o cultivo, quais insumos utiliza etc”, informa a pesquisadora do IP. “É um selo de rastreabilidade que traz dentro dele a questão da sustentabilidade”, agrega.

Na pesquisa de mercado, mais de 60% dos entrevistados disseram reconhecer produtos certificados quando em contato com eles e afirmaram estar dispostos a pagar até 10% a mais por um pescado do tipo uma parcela minoritária se dispôs a desembolsar até 30% a mais. “A maior parte dos entrevistados demonstrou conhecer o termo ‘certificação’, relacionando-o à produção sustentável”, aponta Fabiana.

Como lembra a especialista, no Brasil ainda há baixíssima oferta de produtos à base de pescado com efetivo certificado de orgânico, muito embora existam marcas que já ostentem selos como “produto livre de antibióticos” ou certificados internacionais relativos às Boas Práticas de Manejo na aquicultura, por exemplo.

“Conforme observamos, existe um nicho para o pescado certificado, enquanto um produto diferenciado, de maior valor agregado. Nossos resultados estão à disposição e podem auxiliar os produtores a identificar qual o perfil desse consumidor”, enfatiza. A intenção, realça, é que os produtores da região (considerada um polo piscicultor) possam usar essas informações para investir na produção de peixe pensando especificamente nesse segmento.

Pesquisas do Instituto comparam sistemas produtivos quanto à sustentabilidade
Existem diversos sistemas de produção aquícola utilizados pelos produtores rurais. Ainda que fatores como produtividade e lucratividade sejam relevantes, o quesito sustentabilidade vem recebendo atenção e pode ser chave para alcançar novos mercados consumidores.

“Em nossa linha de pesquisa, estamos desenvolvendo alguns sistemas de produção sustentáveis e utilizando uma ferramenta para avaliar essa sustentabilidade, chamada síntese emergética”, elucida Fabiana. De acordo com a especialista, um dos objetivos (que está sendo desenvolvido em projeto de doutorado também orientando por ela) é fazer com que essa análise de sustentabilidade se torne efetivamente uma ferramenta de certificação. “Há vários protocolos de certificação no mundo inteiro, e estamos querendo desenvolver um protocolo nosso, usando uma ferramenta que já empregamos para avaliar a sustentabilidade”, anima-se. Segundo diz, a metodologia é conhecida internacionalmente, mas usualmente aplicada a outras cadeias produtivas. “Nosso grupo tem se especializado em aplicá-la na cadeia do pescado”, completa Fabiana, lembrando que diversas instituições são parceiras no desenvolvimento dos projetos, como Unifev, Unesp, Embrapa, Unip e Universidade de Wageningen (WUR), na Holanda.

A pesquisadora do IP já participou da publicação de artigos científicos sobre sistemas de produção avaliados sob essa perspectiva. Agora, a intenção é juntar a esse conhecimento os dados a serem obtidos com o projeto de doutorado e transformar tudo em uma certificação. Conforme explica, seriam escolhidos alguns dos indicadores que fazem parte da ferramenta para, a partir deles, se propor um novo protocolo. “A ideia seria criar um tipo de selo de certificação, semelhante ao utilizado em alimentos orgânicos. Esse selo diferenciaria os produtos e poderia inclusive classificá-los em graus de sustentabilidade”, conclui Fabiana.

 

Fonte: Página Rural, 14 maio 2021 (https://www.paginarural.com.br/noticia/288961/coronavirus-aceitacao-do-pescado-certificado-e-tema-de-pesquisa-de-mercado-desenvolvida-pelo-instituto-de-pesca-em-votuporanga-diz-saa)

Pesquisa aponta risco de extinção de peixes na região de Rio Preto

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Fonte: Diário da Região, 14 maio 2021 (https://www.diariodaregiao.com.br/cidades/2021/05/1231966-pesquisa-aponta-risco-de-extincao-de-peixes-na-regiao-de-rio-preto.html)

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