Defeso da piracema tem início em 1º de novembro em SP: estoque de pescado deve ser informado

Coronavírus: ações em SP

Comunicado ao público

Saiba como escolher, armazenar e preparar adequadamente o seu pescado

Referência no Brasil, programa do IP monitora a produção pesqueira na costa de São Paulo

Boletim do Instituto de Pesca: pioneirismo nas áreas de Pesca, Aquicultura e Limnologia

Notícias

Pesquisadores e extensionistas da Secretaria de Agricultura de SP participam de obra sobre reserva do Cinturão Verde da capital paulista

Materia1 livro 1801

Pesquisadores e extensionistas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo participam como autores da obra “Serviços ecossistêmicos e bem-estar humano na reserva da biosfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo”, editada pelo Instituto Florestal, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.

Ao todo, 75 autores de 35 instituições participaram da obra, composta por mais de 600 páginas. Entre os colaboradores, estão pesquisadores do Instituto de Pesca (IP-APTA) e do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), além de técnicos da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS).

De acordo com seus organizadores, a obra é uma importante ferramenta para a tomada de decisão sobre o meio ambiente nas três esferas do poder público do Brasil e para as ações que impactam diretamente o planejamento e o ordenamento territorial de uma das maiores metrópoles mundiais.

Para Luciana Menezes, pesquisadora do IP, a publicação é um documento de referência, resultado do trabalho integrado de cientistas e será importante para produtores rurais e para o público em geral.

“O objetivo é levar ao conhecimento público os serviços ecossistêmicos que, no âmbito da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (RBCV), precisam ser protegidos e aqueles que devem ser recuperados. As Reservas da Biosfera são áreas que compreendem ecossistemas terrestres, marinhos e costeiros, onde deve-se promover soluções que conciliam a conservação da biodiversidade com seu uso sustentável”, explica.

"Essa obra é de fundamental importância, pois destaca as comunidades indígenas, de agricultores familiares e pescadores artesanais com suas práticas assessoradas pelos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) da CDRS, com apoio da pesquisa científica e da Fundação Nacional do Índio (Funai), as quais estão em consonância com as exigências  ambientais e de construção de uma economia solidária", diz o extensionista Newton Rodrigues, da CDRS Regional São Paulo, que tem vários trabalhos nesta área, inclusive publicados no exterior.

Cinturão verde           

Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e sua área envoltória foi declarada como Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (RBCV) pela UNESCO em 1994. O espaço foi estabelecido como avaliação subglobal pela Avaliação Ecossistêmica do Milênio (AEM). Solicitada em 2000 pelo Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, a AEM configurou-se em um programa intergovernamental pioneiro para o desenvolvimento de uma síntese sobre os serviços dos ecossistemas e o conhecimento sobre a biodiversidade.

O estabelecimento de uma avaliação ecossistêmica no Cinturão Verde se deu com o objetivo de destacar a relevância dos benefícios da Reserva para a macrometrópole paulista, em uma área que abrange 78 municípios. Seus habitantes, que representam 55% da população do estado, dependem diretamente desses ecossistemas e de seus serviços para o seu bem-estar. O Cinturão Verde de São Paulo é responsável principalmente por fornecer alimento, água e amenização climática para mais de 25 milhões de habitantes que vivem na área abrangida pela RBCV.

 

Informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Tel.: (11) 5067-0069

Secretaria de Agricultura de SP desenvolve pesquisa inédita com trutas de coloração azul-prateada e amarela

trutas divulgacao2

Peixes são interessantes para a gastronomia e pesca esportiva trazendo vantagens para estudos de biotecnologia

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo desenvolve pesquisa inédita com trutas arco-íris de coloração azul e amarela. Os estudos são conduzidos na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Campos do Jordão, do Instituto de Pesca (IP-APTA), única unidade de pesquisa do país exclusivamente dedicada a salmonídeos, ou seja, truta e salmão. Além de serem muito apreciadas na pesca esportiva e gastronomia, essas variantes de coloração apresentam potencial uso em pesquisas cientificas. Confira abaixo vídeo e podcast sobre o assunto.

De acordo com Yara Aiko Tabata, pesquisadora aposentada do Instituto de Pesca, as trutas azuis cobalto e amarelas foram isoladas por meio de acasalamentos controlados e caracterizadas geneticamente quanto ao caráter de dominância ou recessividade do padrão de cor. A pesquisadora explica que as trutas arco-íris, normalmente, possuem coloração parda com pintas pretas. A variação de cor ocorre por conta de mutações espontâneas.

Segundo a pesquisadora do IP, Neuza Takahashi, a truta azul possui o dorso azulado e as laterais do corpo prateadas, o que corresponde a fase marinha dos salmonídeos migradores. “Elas são preferidas por muitos mercados consumidores do mundo, particularmente o japonês”. A pesquisadora comenta ainda que ambas as linhagens foram selecionadas a partir de variantes da truta surgidas naturalmente, sem nenhuma técnica de manipulação gênica, sendo, por isso, um produto de origem totalmente natural.

Um dos benefícios decorrentes da variação da pigmentação é a utilização dessas trutas como indicador da condição triploide em lotes produzidos na UPD de Campos do Jordão e, por isso, há um interesse do Instituto de Pesca e da Secretaria de Agricultura na manutenção dessas linhagens. “A triploidização causa a esterilidade em trutas e, consequentemente, promove o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade da carne pela supressão das características associadas a atividade reprodutiva”, afirma Yara.

Segundo o cientista do programa Jovem Pesquisador em Centros Emergentes da FAPESP, Ricardo Hattori, que desenvolveu a pesquisa no IP entre 2015 e 2019, apesar do grande interesse pelas trutas azuis, as tentativas de estabelecer linhagens comerciais fracassavam devido a problemas de crescimento e de fertilidade. “Porém, ao analisar com maior detalhe as trutas azuis da Unidade de Campos do Jordão, detectamos desempenhos zootécnicos e reprodutivo muito satisfatórios. Além disso, descobrimos também, por meio de diversos cruzamentos, que elas eram na verdade geneticamente diferentes das descritas até agora. Outro fato interessante e inédito dessa pesquisa foi a geração de trutas brancas-albinas a partir do cruzamento entre as azuis e as amarelas”, diz.

trutas1

Tecnologias paulistas em todas as regiões produtoras de truta do Brasil

A Unidade do Instituto de Pesca, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), atua na geração e difusão de tecnologias voltadas para a melhoria da qualidade da truta e a diversificação de produtos de valor agregado. Suas pesquisas e resultados podem ser vistos em todas as regiões produtoras de truta do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Anualmente, a unidade de pesquisa transfere ovos de truta para 50 produtores, aproximadamente, atendendo 10% da demanda nacional por ovos. Mais de um milhão de ovos são disponibilizados por ano, que são usados para melhorar a qualidade de 210 toneladas de truta produzidas no Brasil.

Entre resultados de pesquisa marcantes está a reversão sexual da truta para produção de lotes 100% fêmeas, aumentando a produtividade ao eliminar os machos sexualmente precoces e a triploidização, que consiste na manipulação cromossômica para a produção de lotes de peixes estéreis a fim de aumentar a produtividade por meio da eliminação da atividade reprodutiva, obtendo trutas de grande porte, com filés altos.

A truticultura brasileira é formada principalmente por pequenos produtores, por isso, uma forma de aumentar a renda desses profissionais é o uso de tecnologias que agreguem valor à produção. Uma grande contribuição do IP neste sentido foi a viabilização no Brasil da técnica de salmonização da truta, ou seja, o processo de pigmentação da carne com carotenoide adicionado à ração, deixando a carne do peixe em tom rosa, característica que agrada aos consumidores. Este processo foi introduzido e otimizado na UPD de Campos do Jordão, através de auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Outro resultado foi o desenvolvimento do “caviar de truta”, na coloração dourado e vermelho, um produto de grande aceitação na alta gastronomia, desenvolvido com financiamento do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Instituto de Pesca também completou estudo inédito no mundo de barriga de aluguel entre espécies diferentes. Este estudo, liderado por Hattori, possibilitou a geração de alevinos de salmão do Atlântico em dois anos – quando por vias normais seriam necessários quatro anos para a reprodução do salmão. A celeridade do processo está na utilização da truta arco-íris como receptora de células-tronco germinativas de salmão para gerar, em seu corpo, os espermatozoides e ovos de salmão. O estudo possibilita acelerar o processo de seleção e melhoramento genético do salmão do Atlântico em até metade do tempo necessário, levando em conta o método tradicional de reprodução. “Estudos para otimizar esta tecnologia em salmonídeos seguem sendo conduzidos na unidade, assim como o desenvolvimento de linhagens de truta arco-íris mais resistentes a altas temperaturas”, afirma a pesquisadora Neuza.

 

Saiba mais!

Vídeo sobre as pesquisas com truta.

Podcast: Spotify | Soundclound

 

Informações
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
(11) 5067-0069

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

Visitação Virtual do Museu de Pesca é opção instrutiva e divertida para as férias

imagem museu virtual

Contendo parte do acervo do Museu digitalizada, exposição traz muita informação sobre a vida marinha e a atividade pesqueira.

Museus são lugares únicos, onde conhecimento, história e entretenimento andam juntos. Em virtude da pandemia, no entanto, tem sido um pouco mais difícil visitar muitos deles, que permanecem fechados para o público. Nesse cenário, uma possibilidade para não deixar de entrar em contato com esse universo de aprendizado e diversão é visitar virtualmente os espaços. Uma ótima pedida para esse começo de ano é conhecer o Museu de Pesca, que mantém, desde o ano passado, grande parte de seu acervo disponível online para o público.

Mantido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em Santos, no litoral paulista, o Museu é considerado uma das principais atrações turísticas da cidade, recebendo, anualmente, cerca de 50 mil visitantes. Sediado em um prédio histórico (originalmente uma fortificação do século XVIII), o local recebeu, em 2020, o prêmio Travelers Choice, da plataforma online TripAdvisor, tendo sua qualidade reconhecida por quem o visitou.

Com a visitação presencial suspensa desde março de 2020, o espaço passou a ser explorado pelo público através deste site. A versão virtual do Museu de Pesca é uma réplica da estrutura física do espaço, contendo em cada ambiente parte de seu acervo real. Dentre as principais atrações, estão um imponente esqueleto de baleia da espécie Balaenoptera physalus, com 23 metros de comprimento e sete toneladas, e diversos exemplares de tubarões. O acervo é composto, ainda, por diversas espécies de peixes, crustáceos, aves e mamíferos marinhos taxidermizados ou suas ossadas, conchas de moluscos, areias, além de maquetes de embarcações, aparelhos e equipamentos utilizados na pesca e em pesquisa oceanográfica, obras artísticas dentre outros.

A iniciativa faz parte do Projeto Venha Visitar Virtualmente (VVV), da Secretaria de Agricultura, que também conta com a mostra virtual do Planeta Inseto (veja aqui), exposição mantida pelo Instituto Biológico (IB-APTA).

Confira aqui o podcast da Secretaria de Agricultura sobre o Museu de Pesca.

 

Informações
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
(11) 5067-0069

 

Peixes vivem em poças de água temporárias? Conheça o killifish

killifish3

Você sabia que as poças de água podem ter várias espécies de um peixinho chamado killifish? Também conhecidos como peixes das nuvens, essas espécies nascem a partir do depósito de ovos no fundo de poças de água temporárias, que secam durante alguns meses do ano e eclodem no período das chuvas.

Segundo o pesquisador do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mauricio Keniti Nagata, a maioria dos killifishes nacionais está na lista de espécies ameaçadas de extinção, por isso, está proibida de ser criada e mantida, exceto para pesquisa. 

O Instituto de Pesca protocolou uma declaração de matrizes no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em 2015, notificando-o que mantém várias espécies com origem (nota fiscal) em um de seus laboratórios, em São Paulo, Capital.

O pesquisador explica que o IP mantém e reproduz algumas espécies nacionais e importadas de killifishes há mais de 20 anos, ou seja, antes de elas serem consideradas como ameaçadas de extinção. Entre as espécies mantidas pelo Instituto está um dos raríssimos vertebrados hermafroditas auto-fecundantes, a Kryptolebias hermaphroditus (ex-Rivulus ocellatus). Essa espécie faz parte do complexo da Kryptolebias marmoratus, que é distribuída em mangues ao longo do litoral Atlântico, porém, as K. hermaphroditus estariam mais restritas aos mangues do litoral da região Sudeste, apesar de mais recentemente serem também encontradas na região Nordeste.

A K. marmoratus já foi considerada a única espécie de vertebrado hermafrodita auto-fecundante, sendo que atualmente é um complexo de espécies que inclui a K. hermaphroditus. Existem muitas espécies de peixes hermafroditas – sequenciais ou até concomitantes, mas a auto-fecundação é a raridade”, explica.

Nagata conta que os killifishes existem em todos os continentes, exceto no australiano e no antártico. A maioria das espécies nativas é considerada como ameaçada de extinção porque é endêmica, ou seja, cada região pode ter espécies ou populações presentes apenas naquela área geográfica específica, e ficam fragilizadas por qualquer mudança em seu habitat. “Várias espécies já foram extintas e muitas estão em vias de, principalmente, por ações antropomórficas, ou seja, poluição, drenagem dos locais para empreendimentos imobiliários e outros”, afirma.

Há 20 anos a situação dos killifishes eram mesmo bem diferente da atual. Em meados dos anos 2000, a popular apresentadora infantil, Eliana, em conjunto com a empresa Estrela, lançou no Brasil o Aqua Ticos, um kit que oferecia pacotes com substratos com ovos de killifishes nacionais, alimentos e instruções para que o público pudesse hidratar os ovos e fazê-los eclodir. A ideia era que as crianças acompanhassem todo o processo de nascimento e criação dos peixinhos.

“O brinquedo se tornou muito popular e a coleção do Instituto de Pesca conta, inclusive, com killifishes nascidos desta forma. Outros apresentadores, como o Gugu, também disponibilizaram brinquedos parecidos com killifishes – o Triops (crustáceo)”, conta o pesquisador que ressalta que é importante a conscientização do público dessa época e das atuais para que não liberem nenhuma espécie em corpo d’água pelo risco de desequilíbrio ambiental.

Os aquaristas, segundo Nagata, são importantes no desenvolvimento de técnicas de criação e manutenção de espécies. “Nossa alternativa é manter as espécies extintas na natureza e sem habitat natural na aquariofilia, como uma forma de lembrete da fragilidade dos ecossistemas. Os killifishes precisam ser apreciados não só pela beleza de formas e cores, mas também pelo seu ciclo de vida peculiar. É importante ainda a preservação dos habitats naturais e vários grupos têm se engajado arduamente nessa questão”, conta.

O Instituto de Pesca elaborou e atualizou a lista de espécies ornamentais passíveis de criação no Estado de São Paulo com alguns Killifishes nacionais, seguindo os pré-requisitos da legislação federal, ou seja, espécies adquiridas com origem legal. A lista é, inclusive, consultada pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) para aquicultores obterem a Declaração de Conformidade de Atividade em Aquicultura (DCAA), que substitui a Licença Ambiental para determinadas propriedades no Estado de São Paulo. Mais detalhes podem ser encontrados no site https://www.cdrs.sp.gov.br/portal/.

Além disso, o IP promove cursos de criação de peixes ornamentais de água doce, ensinando na montagem e manutenção de aquários, técnicas de reprodução das principais famílias e noções dos trâmites para criação comercial de peixes ornamentais de água doce.

 

Informações
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
(11) 5067-0069

 

Agenda

Reserve essa data - XIV Reunião Científica do Instituto de Pesca

Data: 6 a 8 de abril de 2021

Horário: 8 horas às 18h00

Realização: Centro de Pesquisa de Aquicultura

Breve Resumo: A REUNIÃO CIENTÍFICA DO INSTITUTO DE PESCA – RECIP, é um evento que proporcionará oportunidade de intercambio técnico científico entre os participantes, permitindo a geração de conhecimento e de tecnologia nas áreas de pesca e Aquicultura. Assim, o evento poderá contribuir para a orientação das pesquisas dentro deste novo conceito.

Curso teórico-prático de Controle da Qualidade do Pescado

 Data: Evento adiado em virtude da Covid-19

Horário: 8 horas às 17h00

Realização: Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho

Breve Resumo: O curso enfoca a qualidade do pescado como fator determinante nas características do produto final. São discutidos conceitos e fatores de qualidade do pescado, dando-se ênfase aos parâmetros de avaliação. São realizadas as análises mais importantes voltadas à qualidade do pescado para o consumo, bem como, a leitura e a interpretação dos resultados destas análises.

Local: Departamento de Agroindústria de Alimentos, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).


Destinatários: Profissionais dos setores de controle de qualidade, pesquisa, desenvolvimento de pescado e seus derivados, professores e estudantes da área.

Apoio: Lex Experts Food Business Solutions, Christeyns Brasil e FUNDEPAG.

Coordenação: Dra. Érika Fabiane Furlan (Instituto de Pesca)

Número de Vagas: 40

Investimento: R$ 1.200,00 - profissionais;
R$ 600,00 – estudantes e servidores público.

Inscrições: Clique aqui

Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (13) 3261-2653 (Érika)

Endereço: Av. Pádua Dias, 11 - Cx. Postal 9 - Piracicaba - SP CEP 13418-900

Equipe técnica: Dra. Erika Fabiane Furlan (coord. IP), MSc.Sarah de Oliveira (Lex Experts), Dra. Juliana Antunes Galvão (ESALQ/USP) e Carla Lima Gomes (Christeyns Brasil), Dra. Renata Miranda de Carvalho (MAPA).

Programa previsto:

Dia 04/03/2021
8h – Inscrição e entrega de material
8:30h – Abertura: Apresentação da equipe técnica do curso e programa
9h – Qualidade do pescado: fatores intrínsecos e extrínsecos ao pescado
10h – Coffee break
10:20h – Boas práticas e regulação voltada a qualidade do pescado
11:20h – Parasitas em Pescado: legislação e técnicas de pesquisa
12:30h – Almoço livre
14:00h – Principais métodos analíticos para aferição da qualidade do pescado
15:00h – Aulas práticas: principais métodos físico-químicos para aferição da qualidade do
pescado e pesquisa de parasitas
16:40h - Coffee break
17:00h – Roda de conversa
19h – Jantar por adesão


Dia 05/03/2021
8h – A análise de histamina no dia a dia da indústria
9h - Riscos microbiológicos na cadeia produtiva do pescado
10h - Coffee break
10:20h – Inovação tecnológica no controle microbiológico do pescado
11:20h – Rastreabilidade na cadeia produtiva do pescado: ferramenta a serviço da qualidade
12:30h – Almoço livre
14:00h – Aula prática: métodos de coleta de amostras e detecção dos
principais agentes patogênicos
16:30h – Café com prosa
17:00h - Encerramento

Curso a Distância sobre Criação de Camarões de Água Doce – Módulo Básico

Data: fluxo contínuo

Realização: Centro de Pesquisa de Aquicultura/UPD Pirassununga /Instituto de Pesca/APTA/SAA

Breve Resumo: o curso on-line inclui uma apostila em arquivo PDF (download diretamente do site da FUNDAG, após confirmação do pagamento), a qual deverá ser estudada pelo aluno de forma autônoma, para que, posteriormente, faça uma avaliação a distância, como aferição do aproveitamento, e posterior emissão do Certificado. O aluno terá a oportunidade de sanar dúvidas por meio de visita previamente agendada à UPD de Pirassununga.

Modalidade: híbrida (on-line e presencial), com visita à UPD de Pirassununga (mediante agendamento prévio e interesse)

Destinatários: produtores rurais, técnicos da área de aquicultura, estudantes e investidores em geral.

Coordenação: Marcello Villar Boock e Helcio Luis de Almeida Marques (Instituto de Pesca)

Apoio: Fundag

Número de Vagas: ilimitado

Investimento: R$ 200,00

Inscrições: https://cursosfundag.com.br/cursos/criacao-de-camaroes-de-agua-doce/ 

Informações: (19) 3739-8035

Endereço: Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Pirassununga (UPD de Pirassununga), Av. Virgilio Baggio, 85 - Cachoeira de Emas - Pirassununga (SP)

Programação: Fatores limitantes ao cultivo (clima, água, solo, logística). Características e construção de viveiros. Preparo dos viveiros (limpeza do lodo, calagem, adubação). Povoamento (sistemas monofásico e bifásico), predadores, manejos alimentar e hídrico, biometrias. Despescas seletiva e total. Comercialização. Viabilidade econômica do cultivo. Técnicas de processamento e marketing.

IP Na Mídia

IAC terá R$ 34,8 milhões para pesquisas em citros, café e cana-de-açúcar

O Instituto Agronômico (IAC) acaba de ser contemplado com R$ 34,8 milhões para pesquisas que vão ampliar a base científica e tecnológica para solução de problemas nas culturas de citros, café e cana-de-açúcar

Desse montante, R$ 4,54 milhões correspondem a edital da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), dentro do Núcleo de Pesquisa Orientado a Problemas - SP (NPOP-IAC). Somam-se a esse recurso outros R$ 4,47 milhões da iniciativa privada e R$ 25,79 milhões como contrapartida em infraestrutura e recursos humanos do Estado. As informações são da assessoria do IAC. 

Conforme o instituto, essas três culturas foram escolhidas pela importância que têm em São Paulo e no Brasil e pelo protagonismo do IAC no desenvolvimento de cultivares dessas espécies perenes e semi-perenes", diz em comunicado a pesquisadora e líder do NPOP-IAC, Mariângela Cristofani Yaly. Os desafios foram definidos pelos pesquisadores em conjunto com os três setores de produção. 

Na área de citros, o foco é a doença conhecida como huanglongbing (HLB), greening, considerada a mais devastadora nos pomares citrícolas no mundo. Na de café, o objetivo é desenvolver cultivar de café tipo arábica naturalmente desprovida de cafeína a fim de buscar variedade mais saudável e incluir o produto em novos mercados. Nos estudos com cana-de-açúcar, pretende-se gerar cultivares com tolerância ao estresse hídrico e a patógenos a partir do uso de edição gênica em plantas geneticamente modificadas (transgênicas) e não geneticamente modificadas. 

De acordo com Mariângela, no NPOP-IAC, as equipes das três culturas estão trabalhando com ferramentas da biotecnologia, utilizando técnicas semelhantes e haverá ajuda mútua na busca por estratégias de cultivo que possam agregar valores. "No NPOP-IAC pretendemos agregar o que estamos fazendo para obter novas cultivares e nossos sistemas de produção, a edição genômica será a estratégia usadas para as três culturas", explica. Outra semelhança entre as três áreas é a interação com o setor privado em suas atividades científicas. 

Além do NPOP-IAC, no edital da Fapesp chamado Ciência Para o Desenvolvimento, também foi selecionado o NPOP do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) - NPOP-BIS, voltado a ingredientes saudáveis. Os dois projetos de pesquisa foram elaborados, avaliados e aprovados. Os recursos para esses dois NPOP de Institutos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, que são sede das pesquisas, somam R$ 69,6 milhões, sendo R$ 7,24 milhões da Fapesp, R$ 8,47 milhões de empresas e R$ 53,89 milhões do Estado, incluindo as infraestruturas e salários de equipes. Também da Secretaria, o Instituto de Pesca (IP) participa do NPOP com sede na USP e trabalhará na temática Pescado para a Saúde. Este projeto terá um total de R$ 23,8 milhões, sendo R$ 3,6 milhões da Fapesp, R$ 6 milhões de empresas e R$ 14,2 milhões do Estado, incluindo as infraestruturas e salários de equipes. 

Fonte: INVESTSP, 13 janeiro 2021 (https://www.investe.sp.gov.br/noticia/iac-tera-r-34-8-milhoes-para-pesquisas-em-citros-cafe-e-cana-de-acucar/)

Killifish está ameaçado de extinção no Brasil, diz pesquisador do Instituto de Pesca

Você sabia que as poças de água podem ter várias espécies de um peixinho chamado killifish? Também conhecidos como peixes das nuvens, essas espécies nascem a partir do depósito de ovos no fundo de poças de água temporárias, que secam durante alguns meses do ano e eclodem no período das chuvas.

Segundo o pesquisador do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mauricio Keniti Nagata, a maioria dos killifishes nacionais está na lista de espécies ameaçadas de extinção, por isso, está proibida de ser criada e mantida, exceto para pesquisa.

O Instituto de Pesca protocolou uma declaração de matrizes no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em 2015, notificando-o que mantém várias espécies com origem (nota fiscal) em um de seus laboratórios, em São Paulo, Capital.

O pesquisador explica que o IP mantém e reproduz algumas espécies nacionais e importadas de killifishes há mais de 20 anos, ou seja, antes de elas serem consideradas como ameaçadas de extinção. Entre as espécies mantidas pelo Instituto está um dos raríssimos vertebrados hermafroditas auto-fecundantes, a Kryptolebias hermaphroditus (ex-Rivulus ocellatus). Essa espécie faz parte do complexo da Kryptolebias marmoratus, que é distribuída em mangues ao longo do litoral Atlântico, porém, as K. hermaphroditus estariam mais restritas aos mangues do litoral da região Sudeste, apesar de mais recentemente serem também encontradas na região Nordeste.

“A K. marmoratus já foi considerada a única espécie de vertebrado hermafrodita auto-fecundante, sendo que atualmente é um complexo de espécies que inclui a K. hermaphroditus. Existem muitas espécies de peixes hermafroditas – sequenciais ou até concomitantes, mas a auto-fecundação é a raridade”, explica.

Nagata conta que os killifishes existem em todos os continentes, exceto no australiano e no antártico. A maioria das espécies nativas é considerada como ameaçada de extinção porque é endêmica, ou seja, cada região pode ter espécies ou populações presentes apenas naquela área geográfica específica, e ficam fragilizadas por qualquer mudança em seu habitat. “Várias espécies já foram extintas e muitas estão em vias de, principalmente, por ações antropomórficas, ou seja, poluição, drenagem dos locais para empreendimentos imobiliários e outros”, afirma.

Há 20 anos a situação dos killifishes eram mesmo bem diferente da atual. Em meados dos anos 2000, a popular apresentadora infantil, Eliana, em conjunto com a empresa Estrela, lançou no Brasil o Aqua Ticos, um kit que oferecia pacotes com substratos com ovos de killifishes nacionais, alimentos e instruções para que o público pudesse hidratar os ovos e fazê-los eclodir. A ideia era que as crianças acompanhassem todo o processo de nascimento e criação dos peixinhos.

“O brinquedo se tornou muito popular e a coleção do Instituto de Pesca conta, inclusive, com killifishes nascidos desta forma. Outros apresentadores, como o Gugu, também disponibilizaram brinquedos parecidos com killifishes – o Triops (crustáceo)”, conta o pesquisador que ressalta que é importante a conscientização do público dessa época e das atuais para que não liberem nenhuma espécie em corpo d’água pelo risco de desequilíbrio ambiental.

Os aquaristas, segundo Nagata, são importantes no desenvolvimento de técnicas de criação e manutenção de espécies. “Nossa alternativa é manter as espécies extintas na natureza e sem habitat natural na aquariofilia, como uma forma de lembrete da fragilidade dos ecossistemas. Os killifishes precisam ser apreciados não só pela beleza de formas e cores, mas também pelo seu ciclo de vida peculiar. É importante ainda a preservação dos habitats naturais e vários grupos têm se engajado arduamente nessa questão”, conta.

O Instituto de Pesca elaborou e atualizou a lista de espécies ornamentais passíveis de criação no Estado de São Paulo com alguns Killifishes nacionais, seguindo os pré-requisitos da legislação federal, ou seja, espécies adquiridas com origem legal. A lista é, inclusive, consultada pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) para aquicultores obterem a Declaração de Conformidade de Atividade em Aquicultura (DCAA), que substitui a Licença Ambiental para determinadas propriedades no Estado de São Paulo. Mais detalhes podem ser encontrados no site https://www.cdrs.sp.gov.br/portal/.

Além disso, o IP promove cursos de criação de peixes ornamentais de água doce, ensinando na montagem e manutenção de aquários, técnicas de reprodução das principais famílias e noções dos trâmites para criação comercial de peixes ornamentais de água doce.

Fonte: APQC, 13 janeiro 2021 (https://apqcnoticias.com/2021/01/13/killifish-esta-ameacado-de-extincao-no-brasil-diz-pesquisador-do-instituto-de-pesca/)

IAC terá R$ 34,8 milhões para pesquisas em citros, café e cana-de-açúcar

O Instituto Agronômico (IAC) acaba de ser contemplado com R$ 34,8 milhões para pesquisas

Desse montante, R$ 4,54 milhões correspondem a edital da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), dentro do Núcleo de Pesquisa Orientado a Problemas - SP (NPOP-IAC). Somam-se a esse recurso outros R$ 4,47 milhões da iniciativa privada e R$ 25,79 milhões como contrapartida em infraestrutura e recursos humanos do Estado. As informações são da assessoria do IAC.

Conforme o instituto, essas três culturas foram escolhidas pela importância que têm em São Paulo e no Brasil e pelo protagonismo do IAC no desenvolvimento de cultivares dessas espécies perenes e semi-perenes", diz em comunicado a pesquisadora e líder do NPOP-IAC, Mariângela Cristofani Yaly. Os desafios foram definidos pelos pesquisadores em conjunto com os três setores de produção.

Na área de citros, o foco é a doença conhecida como huanglongbing (HLB), greening, considerada a mais devastadora nos pomares citrícolas no mundo. Na de café, o objetivo é desenvolver cultivar de café tipo arábica naturalmente desprovida de cafeína a fim de buscar variedade mais saudável e incluir o produto em novos mercados. Nos estudos com cana-de-açúcar, pretende-se gerar cultivares com tolerância ao estresse hídrico e a patógenos a partir do uso de edição gênica em plantas geneticamente modificadas (transgênicas) e não geneticamente modificadas.

De acordo com Mariângela, no NPOP-IAC, as equipes das três culturas estão trabalhando com ferramentas da biotecnologia, utilizando técnicas semelhantes e haverá ajuda mútua na busca por estratégias de cultivo que possam agregar valores. "No NPOP-IAC pretendemos agregar o que estamos fazendo para obter novas cultivares e nossos sistemas de produção, a edição genômica será a estratégia usadas para as três culturas", explica. Outra semelhança entre as três áreas é a interação com o setor privado em suas atividades científicas.

Além do NPOP-IAC, no edital da Fapesp chamado Ciência Para o Desenvolvimento, também foi selecionado o NPOP do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) - NPOP-BIS, voltado a ingredientes saudáveis. Os dois projetos de pesquisa foram elaborados, avaliados e aprovados. Os recursos para esses dois NPOP de Institutos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, que são sede das pesquisas, somam R$ 69,6 milhões, sendo R$ 7,24 milhões da Fapesp, R$ 8,47 milhões de empresas e R$ 53,89 milhões do Estado, incluindo as infraestruturas e salários de equipes.

Também da Secretaria, o Instituto de Pesca (IP) participa do NPOP com sede na USP e trabalhará na temática Pescado para a Saúde. Este projeto terá um total de R$ 23,8 milhões, sendo R$ 3,6 milhões da Fapesp, R$ 6 milhões de empresas e R$ 14,2 milhões do Estado, incluindo as infraestruturas e salários de equipes.

Fonte: Midia News, 12 janeiro 2021 (https://www.midianews.com.br/agronegocios/iac-tera-r-348-milhoes-para-pesquisas-em-citros-cafe-e-cana-de-acucar/391844)

 

 

 

Endereço IP

Previsão do Tempo

Vídeos Selecionados